Cuiabá, 2026-10-21T21:16:17

Governador admite transtornos do BRT, mas minimiza críticas: “Obra grande tem impacto”

Governador admite transtornos do BRT, mas minimiza críticas: “Obra grande tem impacto”Política

POR: Redação

POSTADO EM: 06/03/2026

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), minimizou as críticas relacionadas aos transtornos provocados pelas obras do BRT em Cuiabá e afirmou que intervenções estruturais inevitavelmente causam impactos no trânsito e na rotina da população. Ao comentar a situação, o governador utilizou uma metáfora para justificar os transtornos: “não existe parto sem dor”.

A declaração foi dada após questionamentos sobre congestionamentos, interdições e reclamações de moradores e comerciantes nas regiões onde o corredor do transporte coletivo está sendo implantado.

Mendes admitiu que os transtornos provocados pelas obras são reais e que a população tem motivos para se incomodar com a situação. Ainda assim, afirmou que os impactos são consequência de um projeto considerado estratégico para melhorar a mobilidade urbana da capital.

“A população tem razão de ficar chateada, mas não existe parto sem dor”, afirmou o governador ao comentar os impactos das intervenções.

Segundo ele, obras dessa magnitude em áreas urbanas costumam enfrentar dificuldades técnicas que acabam alterando o cronograma inicial.

De acordo com Mendes, um dos principais fatores que têm causado atrasos é a descoberta de redes subterrâneas de água, esgoto e drenagem que não estavam previstas nos levantamentos técnicos iniciais do projeto.

Quando essas estruturas são identificadas durante as escavações, é necessário interromper os trabalhos para que concessionárias e órgãos responsáveis façam adaptações na rede, o que acaba impactando o ritmo das obras.

O governador também citou dificuldades relacionadas a estruturas remanescentes do antigo projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que precisaram ser reavaliadas durante a execução do novo sistema de transporte.

Outro ponto destacado pelo governador foi a escassez de mão de obra no estado e o período de chuvas, fatores que, segundo ele, também interferem no avanço das intervenções.

Apesar das dificuldades, Mendes defendeu a continuidade das obras e afirmou que os transtornos são temporários diante dos benefícios que o novo sistema de transporte deve trazer para a região metropolitana de Cuiabá.

Para o governador, interromper ou desacelerar obras estruturais por causa dos impactos momentâneos significaria adiar soluções importantes para a mobilidade urbana da capital.

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