Sérgio Ricardo centraliza relatório da BR-163 e promete pente-fino nos gastos
Política POR: Redação
POSTADO EM: 31/03/2026
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, decidiu assumir diretamente a condução do relatório técnico sobre as obras da BR-163, uma das principais rodovias do país e eixo estratégico para o escoamento da produção agrícola do estado.
A medida reforça o nível de prioridade dado ao tema dentro do órgão de controle, que já iniciou uma ampla auditoria para avaliar custos, execução e qualidade dos serviços realizados ao longo da rodovia.
Nos bastidores, a decisão é interpretada como um movimento para centralizar a análise em um dos processos mais sensíveis da infraestrutura estadual, diante do volume de recursos envolvidos e da relevância econômica da BR-163 para Mato Grosso.
A rodovia é considerada um dos principais corredores logísticos do Brasil, fundamental para o transporte de grãos e insumos do Centro-Oeste até os portos do Norte e do Sudeste. BR-163
A auditoria em andamento prevê uma avaliação detalhada dos contratos, dos valores pagos e do cronograma das obras. A intenção é verificar se os investimentos estão sendo aplicados de forma correta e se há compatibilidade entre custo e execução.
O próprio Sérgio Ricardo já sinalizou que a fiscalização será ampla e contínua, incluindo visitas técnicas em diferentes trechos da rodovia e acompanhamento da evolução das obras.
O movimento ocorre em meio a questionamentos sobre transparência nos contratos e sobre a prestação de contas da concessionária responsável, que anteriormente não havia apresentado relatórios detalhados ao órgão de controle estadual.
A decisão de assumir o relatório também amplia o protagonismo do TCE em grandes obras públicas e reforça o papel do órgão na fiscalização de projetos de alto impacto financeiro e social.
No cenário político, a medida sinaliza um endurecimento na cobrança por resultados e transparência, especialmente em uma obra que historicamente enfrenta atrasos, revisões contratuais e forte pressão do setor produtivo.
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