Cuiabá, 2026-10-21T21:13:30

Após queda no PRD, Blairo critica cúpulas partidárias e fala em “ditadura interna”

Após queda no PRD, Blairo critica cúpulas partidárias e fala em “ditadura interna”Política

POR: Redação

POSTADO EM: 10/04/2026

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Ex-governador de Mato Grosso reage à destituição de liderança no partido e critica concentração de poder nas cúpulas nacionais.

A crise interna no PRD em Mato Grosso provocou uma reação direta do ex-governador Blairo Maggi (PP), que não poupou críticas ao funcionamento das estruturas partidárias no país. Ao comentar a destituição de Mauro Carvalho do comando estadual da sigla, Blairo classificou o sistema como uma “ditadura” concentrada nas mãos das direções nacionais.

A declaração foi feita durante agenda política recente e reflete o clima de insatisfação que se instalou nos bastidores após a mudança repentina no comando do partido, considerada por aliados como uma intervenção direta da cúpula nacional.

Para Blairo, o episódio evidencia um problema estrutural da política brasileira: a falta de autonomia dos diretórios estaduais. Segundo ele, decisões estratégicas acabam sendo tomadas por lideranças nacionais, muitas vezes sem diálogo com as bases locais.

“Os partidos são uma ditadura. O ‘dono’ decide o que é melhor para ele”, afirmou, ao comentar o episódio.

A destituição de Mauro Carvalho ocorreu de forma abrupta e alterou completamente o cenário político que vinha sendo construído pelo grupo governista. A mudança interrompeu articulações já em andamento, incluindo a montagem de chapas proporcionais e estratégias eleitorais para 2026.

Nos bastidores, o episódio é tratado como uma “rasteira política”, com impacto direto na reorganização das forças partidárias no Estado. A perda do controle do PRD representa um revés para o grupo ligado ao Palácio Paiaguás, que via na legenda um importante instrumento de sustentação política.

Blairo, no entanto, adotou um tom pragmático ao avaliar o caso. Apesar das críticas, afirmou que esse tipo de intervenção é recorrente no sistema partidário brasileiro e faz parte do jogo político — ainda que, segundo ele, seja prejudicial ao equilíbrio interno das siglas.

O ex-governador também fez um alerta sobre os efeitos dessas disputas na construção de alianças. Para ele, a fragmentação política pode comprometer projetos eleitorais, especialmente em um cenário já marcado por disputas intensas e divisão de lideranças.

A crise no PRD expõe, mais uma vez, a instabilidade das estruturas partidárias e reforça a percepção de que decisões estratégicas seguem concentradas nas cúpulas, com impacto direto nas articulações regionais.

Com o avanço das movimentações para 2026, episódios como esse tendem a influenciar diretamente a formação de blocos políticos e o reposicionamento de lideranças em Mato Grosso.

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