Após saída de Botelho, Michelly enxerga oportunidade e crava candidatura à ALMT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 13/04/2026
A disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso começa a se reorganizar nos bastidores — e já produz efeitos diretos dentro dos partidos.
A vereadora por Cuiabá, Michelly Alencar (União Brasil), afirmou que o cenário interno da sigla se tornou mais favorável após a saída de lideranças consideradas competitivas, como o deputado estadual Eduardo Botelho.
A parlamentar não apenas avaliou a mudança como estratégica, mas também confirmou que será candidata a deputada estadual em 2026, entrando de vez na corrida por uma vaga na ALMT.
Segundo Michelly, a composição anterior do partido dificultava o crescimento de novas lideranças, já que a presença de nomes consolidados criava um ambiente de disputa desigual.
Com a saída de figuras de peso, o cenário passou a ser visto como mais equilibrado. A avaliação é de que agora há maior paridade entre os pré-candidatos que disputarão espaço nas convenções partidárias.
Nos bastidores, o entendimento é que a reorganização da chapa abre caminho para nomes com menor estrutura política ampliarem competitividade dentro da legenda.
A leitura de Michelly acompanha um movimento mais amplo dentro do União Brasil, que busca reorganizar sua nominata para fortalecer a disputa proporcional e ampliar o número de cadeiras no Legislativo estadual.
A lógica é clara: menos concentração de votos em nomes já consolidados pode significar maior distribuição interna e, consequentemente, aumento das chances coletivas do partido.
Esse tipo de cálculo é considerado decisivo em eleições proporcionais, onde o desempenho da chapa como um todo impacta diretamente na eleição individual dos candidatos.
Apesar de ter cogitado mudança de sigla durante a janela partidária, Michelly optou por permanecer no União Brasil. A decisão levou em conta fatores jurídicos e políticos, incluindo o risco de perda de mandato e a nova configuração considerada mais favorável.
A permanência, segundo aliados, garante segurança e previsibilidade para a construção da candidatura.
Mesmo com a leitura otimista, o cenário está longe de ser tranquilo. A disputa por vagas na Assembleia Legislativa deve ser uma das mais competitivas dos últimos anos, com partidos estruturando chapas robustas e investindo em nomes estratégicos tanto na capital quanto no interior.
Dentro do próprio União Brasil, a expectativa é de uma nominata com cerca de 20 a 25 candidatos, o que mantém o nível de concorrência elevado, apesar do novo equilíbrio interno.
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