Cotado como vice, Zema sobe o tom contra partido de Flávio Bolsonaro
Política POR: Redação
POSTADO EM: 14/04/2026
Pré-candidato à Presidência, ex-governador de Minas critica o PL mesmo diante de especulações sobre possível composição com Flávio Bolsonaro
Em meio às articulações da direita para as eleições de 2026, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), elevou o tom ao criticar o Partido Liberal (PL), legenda ligada à família Bolsonaro, ao afirmar que a sigla possui “algumas frutas podres”. A declaração ocorre justamente em um momento em que seu nome passou a ser cogitado como possível vice em uma eventual chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), o que expõe contradições e tensiona o cenário político nacional.
A fala foi feita durante participação em um evento empresarial em São Paulo, onde Zema buscava reforçar sua posição como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Ao comentar o ambiente político da direita, o ex-governador tentou se diferenciar ao defender uma linha mais “limpa”, sem escândalos ou envolvimento em irregularidades, ao mesmo tempo em que criticou práticas internas de outras legendas do mesmo campo ideológico.
Apesar das críticas, o nome de Zema segue circulando nos bastidores como possível peça em uma composição com Flávio Bolsonaro, o que reforça o caráter ainda indefinido das alianças para 2026. A especulação ganhou força após a publicação de um vídeo nas redes sociais em que os dois aparecem juntos em tom descontraído, alimentando rumores sobre uma eventual chapa presidencial.
Publicamente, no entanto, Zema tem evitado confirmar qualquer mudança de estratégia e insiste que manterá sua pré-candidatura à Presidência, sinalizando que não pretende abrir mão de protagonismo neste momento. A postura indica uma tentativa de consolidar seu nome nacionalmente, ao mesmo tempo em que mantém portas abertas para negociações futuras.
Além das críticas ao PL, o ex-governador também ampliou o discurso contra outras instituições, incluindo ataques ao Judiciário e críticas ao atual governo federal, em um movimento que reforça seu alinhamento ao campo conservador, mas com discurso próprio.
Nos bastidores, a declaração sobre “frutas podres” é interpretada como um recado direto dentro da própria direita, que vive um processo de fragmentação e disputa por protagonismo. A fala expõe divergências internas e evidencia que, apesar da afinidade ideológica, a construção de alianças para 2026 ainda está longe de um consenso.
O episódio revela um cenário cada vez mais competitivo e instável no campo conservador, onde lideranças tentam se posicionar sem abrir mão de identidade própria, enquanto negociam espaços em possíveis composições eleitorais. A tendência é que declarações como essa intensifiquem o debate e ampliem as tensões dentro da direita nos próximos meses.
Política
Max Russi nega articulação por reeleição e rebate Abílio: “Não existe isso”
Em meio a vaias, Jayme nega aproximação eleitoral com Flávio Bolsonaro e endurece discurso
“Você terá 70% em MT”: Mendes declara apoio a Flávio e eleva tom político no estado
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Flávio Bolsonaro abre jogo sobre alianças em MT e manda recado: “Todos os apoios são bem-vindos”
Rondonópolis amplia videomonitoramento e instala mais 160 câmeras em pontos estratégicos
Wanderley levanta suspeitas sobre origem de áudios e diz que caso depende da Justiça
