Pivetta vê “sacrifício necessário” ao encerrar Fethab 2 para aliviar setor produtivo
Política POR: Redação
POSTADO EM: 15/04/2026
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, reconheceu que o fim do Fethab 2 deve gerar impacto direto nas finanças do Estado, mas afirmou que a medida é necessária diante do cenário de crise enfrentado pelo setor agropecuário.
A declaração reforça a estratégia adotada pelo governo estadual, que decidiu congelar os valores do fundo em 2026 e não renovar a cobrança adicional a partir de 2027, atendendo a uma demanda histórica do setor produtivo. A decisão, no entanto, não ocorre sem custo: o próprio governador admite que haverá perda de arrecadação.
Mesmo assim, Pivetta defende que o momento exige prioridade ao campo. Segundo ele, o agronegócio atravessa uma fase de forte pressão econômica, com aumento de custos, redução de margens e dificuldades operacionais, o que torna indispensável a adoção de medidas de alívio fiscal.
“O fundo vai fazer falta”, reconheceu o governador ao tratar do impacto nos cofres públicos. Ainda assim, sustentou que a decisão foi tomada com base na necessidade de preservar a atividade produtiva no estado, considerada essencial para a economia regional.
A medida atende diretamente a pleitos apresentados por entidades do agronegócio, que vinham alertando para o peso da tributação sobre a rentabilidade das atividades rurais. Estudos técnicos apontaram que, em diversas cadeias produtivas, os custos já vinham superando os ganhos, pressionando produtores e reduzindo a capacidade de investimento.
Na prática, o fim do Fethab 2 representa uma redução da carga tributária sobre o setor, especialmente no transporte e na comercialização de grãos e proteína animal. Para entidades representativas, a decisão deve gerar um alívio importante, permitindo maior previsibilidade e recuperação da competitividade no mercado.
Por outro lado, o fundo é uma das principais fontes de financiamento para obras de infraestrutura, como pavimentação de rodovias e investimentos logísticos. A redução dessa receita impõe ao governo o desafio de manter os investimentos sem comprometer o equilíbrio fiscal.
Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão reflete um movimento político e econômico de curto prazo: aliviar o setor produtivo em um momento crítico, mesmo que isso implique ajustes futuros nas contas públicas.
O debate agora deve avançar para a Assembleia Legislativa, que precisará analisar e validar as mudanças. Até lá, o tema segue como um dos principais pontos de tensão entre arrecadação estatal e sustentabilidade econômica do agronegócio em Mato Grosso.
Política
Max Russi nega articulação por reeleição e rebate Abílio: “Não existe isso”
Em meio a vaias, Jayme nega aproximação eleitoral com Flávio Bolsonaro e endurece discurso
“Você terá 70% em MT”: Mendes declara apoio a Flávio e eleva tom político no estado
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Flávio Bolsonaro abre jogo sobre alianças em MT e manda recado: “Todos os apoios são bem-vindos”
Rondonópolis amplia videomonitoramento e instala mais 160 câmeras em pontos estratégicos
Wanderley levanta suspeitas sobre origem de áudios e diz que caso depende da Justiça
