Cuiabá, 2026-10-21T21:14:06

Flávia reage a críticas e defende volta de radares em Várzea Grande: “é questão de segurança”

Flávia reage a críticas e defende volta de radares em Várzea Grande: “é questão de segurança”Baixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 22/04/2026

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), reagiu publicamente às críticas sobre a instalação de novos radares de trânsito no município e afirmou que a medida está fundamentada em critérios técnicos e na necessidade de preservar vidas. A decisão reacende um debate político sensível, especialmente por envolver promessas feitas durante a campanha eleitoral.

A gestora tem sido alvo de questionamentos por parte de setores da população e de adversários políticos, que apontam contradição entre o discurso eleitoral — marcado pela retirada de equipamentos — e a retomada da fiscalização eletrônica em vias estratégicas da cidade. Em resposta, Flávia foi direta: a política de trânsito adotada pela atual gestão não pode ser pautada por conveniência política, mas sim por dados e responsabilidade institucional.

Segundo a prefeita, a instalação dos novos radares atende a estudos técnicos que identificaram pontos críticos com maior risco de acidentes. Ela sustenta que a medida não tem caráter arrecadatório, mas preventivo, com foco na redução de colisões, atropelamentos e mortes no trânsito urbano.

O tema ganha ainda mais relevância diante do histórico recente do município. Nos primeiros meses da atual gestão, a prefeitura promoveu a retirada de diversos radares sob a justificativa de que os equipamentos já haviam cumprido sua função educativa e que seria possível investir em outras estratégias de mobilidade urbana. À época, a administração também destacou a economia aos cofres públicos e a aposta em sinalização e ações educativas como alternativas.

No entanto, a mudança de cenário — com a reintrodução de radares em determinados trechos — expõe um ajuste de rota que, embora respaldado tecnicamente, tem impacto político. A prefeita argumenta que a gestão pública exige revisões constantes e que decisões precisam acompanhar a dinâmica da cidade e o comportamento no trânsito.

Internamente, a avaliação é de que a pressão popular e o aumento do fluxo de veículos em regiões específicas contribuíram para a revisão da estratégia. A própria administração já havia reconhecido, em momentos anteriores, que a presença de radares contribuiu para a redução de infrações e acidentes em algumas vias, o que reforça o argumento técnico utilizado agora.

Ao se posicionar, Flávia Moretti tenta reposicionar o debate, deslocando o foco da promessa eleitoral para a responsabilidade administrativa. A defesa enfática da medida também sinaliza uma tentativa de consolidar autoridade na condução de temas sensíveis, como mobilidade urbana e segurança viária, áreas que tradicionalmente geram forte repercussão pública.

O episódio evidencia um movimento comum na gestão pública: o embate entre discurso político e decisões técnicas no exercício do poder. Em Várzea Grande, o tema dos radares deixa de ser apenas uma questão de trânsito e passa a ocupar espaço central na arena política local, com potencial de influenciar a percepção da população sobre a coerência e a condução do governo municipal.

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