Após especulações, Pivetta mantém Dilmar e reforça articulação no Legislativo
Política POR: Redação
POSTADO EM: 22/04/2026
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), sinalizou pela manutenção do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) na liderança do governo na Assembleia Legislativa, colocando fim — ao menos por agora — às especulações sobre uma possível troca no comando da articulação política do Executivo.
A decisão, resumida pelo próprio governador com a expressão “segue o baile”, indica uma aposta clara na continuidade como estratégia para garantir estabilidade na relação com o Parlamento. Nos bastidores, a permanência de Dilmar já era tratada como tendência, mesmo diante de movimentações que cogitavam mudanças no posto.
Dilmar ocupa posição estratégica na engrenagem política do Estado. Com longa experiência na função, ele se consolidou como principal elo entre o Palácio Paiaguás e os deputados estaduais, sendo responsável por articular votações e garantir a aprovação de projetos de interesse do governo.
A manutenção ocorre em um momento de transição política, após a saída do ex-governador Mauro Mendes e a consolidação de Pivetta no comando do Executivo. Nesse cenário, qualquer alteração na liderança poderia provocar ruídos na base aliada e exigir uma nova reorganização interna — movimento que, neste momento, o governo optou por evitar.
Apesar da decisão, o tema chegou a gerar expectativa dentro da Assembleia. Outros parlamentares foram ventilados como possíveis substitutos, o que evidenciou uma disputa silenciosa pela função, considerada uma das mais influentes dentro da dinâmica legislativa estadual.
Ao optar por manter Dilmar, Pivetta envia um recado direto à base: a prioridade é preservar a governabilidade e evitar instabilidade política. A escolha também reforça a confiança no modelo de articulação já consolidado, especialmente em um período em que o governo precisa manter ritmo de aprovação de pautas estratégicas.
A decisão, no entanto, não elimina completamente o ambiente de disputa interna. Nos bastidores, lideranças seguem atentas a possíveis mudanças futuras, principalmente à medida que o cenário político avance para o período pré-eleitoral.
Por ora, o governo mantém o jogo como está — e, ao que tudo indica, pretende seguir assim enquanto houver equilíbrio entre Executivo e Legislativo.
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