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Mendes alega falta de recursos para marqueteiro e adia definição de chapa para junho

Mendes alega falta de recursos para marqueteiro e adia definição de chapa para junhoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 24/04/2026

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), sinalizou que ainda não entrou de vez no modo eleitoral e decidiu adiar para junho a definição de sua chapa para as eleições de 2026. O motivo, segundo ele, passa por um fator direto: a ausência de recursos até mesmo para estruturar a comunicação da campanha, incluindo a contratação de marqueteiro.

A declaração evidencia um movimento de cautela dentro do grupo político liderado por Mendes, que, apesar de ser apontado como um dos principais nomes na disputa ao Senado, mantém o discurso de que ainda não há decisões fechadas sobre composição, alianças e estratégia eleitoral.

Nos bastidores, a indefinição também reflete o cenário político em Mato Grosso, marcado por articulações ainda em curso entre diferentes grupos e pela necessidade de acomodar interesses partidários. A montagem da chapa majoritária — que envolve não apenas o Senado, mas também a sucessão ao Governo do Estado — depende de negociações mais amplas e alinhamento entre aliados.

Mesmo com movimentações já iniciadas nos bastidores, o governador tem evitado antecipar decisões públicas. Em outras ocasiões, Mendes já afirmou que não há definição consolidada sobre seu futuro político, classificando especulações sobre composições como precipitadas.

A fala sobre a dificuldade financeira para estruturar a comunicação da campanha chama atenção por partir de um dos principais líderes políticos do estado, com forte capital eleitoral. A estratégia, no entanto, indica que o grupo pretende agir com planejamento mais próximo do calendário eleitoral, evitando desgaste antecipado e exposição precoce.

Outro fator que pesa na decisão é o próprio desenho da sucessão estadual. O nome do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece como peça central no projeto de continuidade do grupo, o que exige uma engenharia política cuidadosa para definição de alianças e distribuição de espaços.

Além disso, o cenário nacional e as articulações partidárias também influenciam diretamente o ritmo das decisões locais. Com a janela partidária e a movimentação de lideranças em curso, o ambiente ainda é considerado instável, o que reforça a estratégia de aguardar um momento mais consolidado para anunciar a composição final.

Ao empurrar a definição para junho, Mendes sinaliza que pretende manter o controle do tempo político, evitando pressões internas e externas. A avaliação é de que a antecipação de decisões pode limitar o poder de negociação do grupo e comprometer acordos estratégicos.

Enquanto isso, o governador segue priorizando a agenda administrativa, mantendo o discurso de foco na gestão até o último momento, ao mesmo tempo em que administra, nos bastidores, a construção de um dos projetos políticos mais relevantes para a disputa eleitoral em Mato Grosso.

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