Cuiabá, 2026-06-07T16:24:10

Valdemar enterra articulação de Medeiros e confirma Wellington ao Governo de MT

Valdemar enterra articulação de Medeiros e confirma Wellington ao Governo de MTPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 08/05/2026

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, colocou fim às articulações que tentavam aproximar o partido do grupo político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em Mato Grosso e reafirmou publicamente o senador Wellington Fagundes como pré-candidato oficial da legenda ao Governo do Estado em 2026. A decisão também fortalece a candidatura do deputado federal José Medeiros ao Senado, mas expõe uma crise interna dentro do próprio PL após movimentos de bastidores que desagradaram parte da cúpula partidária.

A fala de Valdemar foi interpretada como um freio direto na articulação liderada por Medeiros, que vinha tentando construir uma aproximação entre setores do PL e o grupo político ligado a Mauro Mendes e Pivetta. A movimentação incluía reuniões reservadas com empresários e interlocutores nacionais do partido para discutir um eventual apoio do bolsonarismo ao atual governador.

A estratégia tinha como objetivo abrir espaço para uma composição mais ampla em torno de Pivetta, o que poderia levar Wellington Fagundes a recuar da disputa pelo Palácio Paiaguás. O plano, porém, encontrou resistência dentro do partido e acabou barrado pela direção nacional.

Em declaração pública, Valdemar afirmou que as candidaturas majoritárias já estão definidas e garantiu apoio integral a Wellington Fagundes ao Governo e José Medeiros ao Senado. O dirigente nacional também reforçou o alinhamento do partido ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro para 2026.

A decisão escancarou o desconforto interno dentro do PL mato-grossense. Aliados de Wellington interpretaram a articulação conduzida por Medeiros como uma tentativa de enfraquecer a candidatura do senador ao Governo. Nos bastidores, integrantes do partido chegaram a classificar o movimento como uma “rasteira política” em meio à pré-campanha eleitoral.

O episódio também aumentou a tensão entre alas do partido que defendem projetos distintos para 2026. De um lado, Wellington tenta consolidar sua candidatura ao Governo com apoio da ala mais tradicional do PL e do bolsonarismo raiz. Do outro, prefeitos, empresários e lideranças próximas ao Palácio Paiaguás enxergavam em Pivetta um nome mais competitivo para enfrentar a disputa estadual.

A movimentação pró-Pivetta ganhou força nas últimas semanas após rumores de reuniões reservadas envolvendo Valdemar Costa Neto, Mauro Mendes e o próprio Otaviano Pivetta. Embora o governador tenha negado os encontros, as articulações provocaram forte reação dentro do PL.

Wellington Fagundes reagiu publicamente às tentativas de aproximação com o grupo governista e chegou a afirmar que o PL “não é puxadinho de governo”, numa resposta direta às movimentações articuladas nos bastidores.

Com a decisão de Valdemar, o partido tenta agora reconstruir a unidade interna e evitar novos desgastes públicos. Apesar disso, interlocutores políticos avaliam que o episódio deixou marcas dentro da legenda e revelou divisões importantes entre lideranças bolsonaristas em Mato Grosso.

O cenário também altera diretamente o tabuleiro eleitoral de 2026. A manutenção da candidatura de Wellington dificulta os planos do grupo de Mauro Mendes, que trabalha para consolidar Otaviano Pivetta como sucessor do atual projeto político do governo estadual.

Enquanto isso, o PL busca fortalecer o discurso de independência política no Estado e tenta consolidar um palanque alinhado ao projeto nacional bolsonarista. A avaliação interna é de que a definição antecipada das candidaturas pode evitar novas disputas internas e garantir maior estabilidade partidária nos próximos meses.

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