Cuiabá, 2026-10-21T21:13:29

Medeiros vê chance de união entre PL e Pivetta e amplia pressão sobre candidatura ao Governo

Medeiros vê chance de união entre PL e Pivetta e amplia pressão sobre candidatura ao GovernoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 19/05/2026

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O deputado federal José Medeiros voltou a movimentar os bastidores da sucessão estadual em Mato Grosso ao defender publicamente uma possível composição política entre o governador Otaviano Pivetta e o senador Wellington Fagundes para a disputa pelo Palácio Paiaguás em 2026.

A declaração ocorre em meio ao avanço das articulações dentro da direita mato-grossense, que tenta evitar um racha entre grupos bolsonaristas e aliados do atual governo estadual. Medeiros afirmou acreditar que ainda existe espaço para entendimento entre as lideranças antes das convenções partidárias e indicou que uma composição pode acontecer independentemente de quem encabece a chapa.

Nos bastidores políticos, a fala foi interpretada como mais um sinal de que parte do PL trabalha para construir uma candidatura única da direita em Mato Grosso. A preocupação de aliados é evitar uma divisão de votos entre Otaviano Pivetta e Wellington Fagundes, cenário que poderia abrir espaço para crescimento de adversários no processo eleitoral.

Durante entrevista, Medeiros resumiu o cenário político afirmando que “ou vai junto ou sai os dois”, numa referência direta à possibilidade de união entre os grupos ou lançamento de candidaturas separadas. Segundo ele, negociações envolvendo espaços na chapa fazem parte das articulações tradicionais de alianças eleitorais.

A movimentação acontece poucas semanas após uma série de atritos internos no PL. Recentemente, reuniões reservadas envolvendo lideranças nacionais do partido, empresários e integrantes do grupo político de Otaviano Pivetta provocaram desgaste entre Medeiros e Wellington. O senador chegou a reclamar de articulações consideradas paralelas dentro da legenda.

Nos corredores políticos, o principal temor de parte da ala bolsonarista é que a disputa interna enfraqueça o campo da direita no Estado. Lideranças próximas ao PL avaliam que as negociações ainda devem passar pelo crivo do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, que acompanha de perto a montagem do palanque em Mato Grosso.

A discussão também envolve interesses estratégicos para a disputa ao Senado. Medeiros trabalha para fortalecer sua própria candidatura e vê na aproximação com o grupo político ligado ao ex-governador Mauro Mendes uma forma de ampliar musculatura eleitoral para 2026.

Enquanto isso, aliados de Wellington Fagundes continuam defendendo a manutenção da pré-candidatura do senador ao Governo do Estado. O deputado federal Coronel Assis afirmou recentemente que seguirá ao lado de Wellington “até o fim” na construção da chapa majoritária do partido.

Mesmo diante das divergências, interlocutores do grupo conservador avaliam que o cenário ainda permanece aberto e que novas composições podem surgir nos próximos meses. A tendência, segundo Medeiros, é de redução no número de candidaturas até o período das convenções, consolidando uma disputa mais polarizada entre grupos de direita e esquerda em Mato Grosso.

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