Mesa Diretora cria novos cargos na Câmara de Cuiabá e aumenta gastos do Legislativo
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 16/06/2026
A criação de novos cargos dentro da Câmara Municipal de Cuiabá voltou a colocar o Legislativo no centro das discussões sobre aumento de despesas públicas e ampliação da estrutura administrativa. Um projeto apresentado pela Mesa Diretora prevê a criação de novas funções comissionadas e já calcula impacto financeiro de quase R$ 50 mil ainda neste ano. A estimativa total, porém, ultrapassa R$ 155 mil até 2028.
A proposta foi assinada pela presidente da Câmara, Paula Calil, além das vereadoras Dra. Mara, Katiuscia Mantelli, Maysa Leão e Michelly Alencar, integrantes da Mesa Diretora da Casa. O texto estabelece a criação de funções destinadas exclusivamente a servidores efetivos do Legislativo cuiabano.
Segundo os estudos financeiros anexados ao projeto, o impacto previsto para 2026 será de R$ 49,7 mil, valor considerado tecnicamente compatível com o orçamento atual da Câmara. Mesmo assim, o custo tende a aumentar progressivamente nos próximos exercícios, chegando a mais de R$ 155 mil no período analisado pela área orçamentária da Casa.
A proposta surge em um momento delicado para o Legislativo municipal, que já enfrenta cobranças relacionadas ao crescimento da estrutura administrativa e ao aumento das despesas internas. Vereadores admitem reservadamente que o tema pode provocar desgaste público, principalmente diante da pressão popular por investimentos em áreas consideradas prioritárias, como saúde, infraestrutura urbana, mobilidade e educação.
A justificativa apresentada pela Mesa Diretora sustenta que as novas funções possuem caráter estratégico e seriam necessárias para melhorar o funcionamento administrativo da Câmara. O documento aponta ainda que existe adequação financeira e compatibilidade com o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o orçamento vigente.
Mesmo com a defesa técnica apresentada pela direção da Casa, a movimentação reacendeu discussões sobre o crescimento contínuo da máquina pública municipal. O tema ganhou ainda mais repercussão porque o Legislativo cuiabano já vem sendo alvo de debates envolvendo reestruturações administrativas, aumento de benefícios e ampliação de cargos nos últimos anos.
Setores da oposição avaliam que a medida pode ampliar o desgaste político da Câmara num momento em que a população cobra maior rigor no controle de gastos públicos. Nos corredores do Legislativo, parlamentares também demonstram preocupação com a repercussão negativa da proposta nas redes sociais e entre entidades que acompanham os gastos da administração pública.
Aliados da Mesa Diretora, por outro lado, defendem que o impacto financeiro permanece baixo diante do orçamento total da Câmara e afirmam que a reorganização administrativa busca dar mais eficiência aos trabalhos internos do Legislativo. O estudo financeiro anexado ao projeto aponta que o impacto corresponde a apenas 0,04% da receita prevista para este ano.
A tendência é que o projeto continue movimentando os bastidores políticos de Cuiabá nas próximas sessões, principalmente diante da sensibilidade do tema e da pressão crescente por transparência e contenção de despesas no setor público.
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