Cuiabá, 2026-10-21T21:14:06

Dilemário propõe adiar eleição da Câmara para “descontaminar” disputa política em Cuiabá

Dilemário propõe adiar eleição da Câmara para “descontaminar” disputa política em CuiabáBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 25/06/2026

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A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou um novo ingrediente político e jurídico após o vereador Dilemário Alencar defender o adiamento da eleição da Mesa Diretora para novembro. Mesmo integrado ao grupo político da atual presidente da Casa, Paula Calil, o parlamentar afirmou que a mudança seria necessária para “descontaminar” o debate interno da influência do calendário eleitoral e evitar futuros questionamentos judiciais.

A eleição atualmente está prevista para o dia 25 de agosto, mas vereadores já articulam alterações no regimento interno após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal que endureceram o entendimento sobre eleições antecipadas em parlamentos municipais. O tema ganhou força principalmente depois que o STF anulou a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande por considerar excessiva a antecipação do pleito.

Dilemário decidiu apoiar a proposta apresentada pelo vereador Mário Nadaf, que transfere a eleição para o dia 5 de novembro. Segundo ele, a alteração reduziria o risco jurídico e afastaria a disputa interna do ambiente político contaminado pelas articulações eleitorais externas.

Apesar da aproximação com Paula Calil, o vereador fez questão de afirmar que continua candidato à presidência da Câmara e mantém conversas abertas com os 27 parlamentares da Casa. A movimentação evidencia que, mesmo diante da aliança construída nos bastidores, o cenário segue indefinido e marcado por forte disputa de forças políticas.

Nos corredores do Legislativo cuiabano, a estratégia é interpretada como uma tentativa de reorganizar o tabuleiro político antes da definição definitiva da Mesa Diretora. O grupo ligado à presidente Paula Calil trabalha em duas frentes: tentar viabilizar uma eventual reeleição da parlamentar por meio de mudanças regimentais ou, caso não consiga apoio suficiente, consolidar Dilemário como alternativa de consenso.

A disputa também envolve o vereador Ilde Taques, que lidera outro bloco político dentro da Câmara e defende uma data intermediária para a eleição, marcada para outubro. O embate pela definição do calendário se transformou em uma queda de braço estratégica porque pode influenciar diretamente a formação de alianças e o tempo de articulação entre os grupos internos.

Além da disputa política, vereadores avaliam que a decisão do STF mudou completamente o ambiente institucional das eleições legislativas municipais. O entendimento da Suprema Corte passou a limitar antecipações consideradas excessivas, obrigando câmaras municipais em todo o país a revisarem seus calendários internos.

A avaliação é de que o adiamento pode favorecer negociações mais amplas e reduzir a pressão política que normalmente acompanha disputas antecipadas pelo comando do Legislativo. Ao mesmo tempo, a mudança amplia o período de articulação e aumenta a imprevisibilidade do cenário.

A corrida pela presidência da Câmara de Cuiabá se tornou uma das principais batalhas políticas da capital mato-grossense em 2026, envolvendo interesses partidários, influência do Executivo municipal e articulações que podem redefinir o equilíbrio de forças dentro do Legislativo.

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