Cuiabá, 2026-10-21T21:13:21

“Se ocorreu, foi equívoco”, diz Pivetta sobre supostos “jabutis” enviados à ALMT

“Se ocorreu, foi equívoco”, diz Pivetta sobre supostos “jabutis” enviados à ALMTPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 29/06/2026

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), tentou reduzir a tensão institucional com a Assembleia Legislativa após as duras críticas feitas pelo presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), sobre o envio de projetos de lei com supostos “jabutis” ao Parlamento estadual.

A polêmica ganhou força nos bastidores políticos depois que Max acusou o Executivo de encaminhar propostas contendo dispositivos que retirariam prerrogativas da Assembleia Legislativa. O termo “jabuti” é usado no meio político para definir trechos inseridos em projetos sem relação direta com o tema principal da matéria, geralmente vistos como manobras legislativas.

Diante da repercussão, Pivetta negou que o Governo do Estado tenha adotado qualquer estratégia para enfraquecer o Legislativo e afirmou que eventuais inclusões indevidas podem ter ocorrido por erro técnico ou operacional. O governador ainda pediu desculpas caso algum trecho tenha sido encaminhado de forma inadequada.

O embate começou durante a tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 21/2026, que trata da reestruturação da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT). Segundo Max Russi, o texto original enviado pelo Executivo continha dispositivos que reduziriam a participação da Assembleia em decisões estratégicas da agência reguladora.

A reação do presidente da Assembleia foi imediata e elevou o tom da crise entre os poderes. Em discurso no plenário, Max classificou a situação como “sacanagem” e alertou que os deputados podem passar a travar projetos do Governo caso novas propostas semelhantes sejam encaminhadas à Casa. A declaração repercutiu fortemente no ambiente político estadual e acendeu um alerta sobre o desgaste na relação entre Executivo e Legislativo.

Apesar da tensão pública, Pivetta tentou demonstrar estabilidade institucional e afirmou manter boa relação pessoal e política com Max Russi. O governador disse que divergências fazem parte da rotina administrativa e defendeu que o foco do Estado deve permanecer nos resultados das ações do governo.

Deputados avaliam que o episódio expôs um incômodo crescente com a condução de algumas matérias encaminhadas pelo Palácio Paiaguás. Parlamentares defendem que propostas que alterem competências do Legislativo sejam discutidas previamente com os líderes da Casa para evitar novos confrontos políticos.

O caso também ganhou dimensão por ocorrer em meio às articulações para as eleições de 2026, período em que a relação entre Executivo e deputados estaduais passa a ter peso estratégico dentro das alianças políticas. Lideranças avaliam que qualquer desgaste institucional neste momento pode impactar diretamente negociações futuras entre partidos e grupos políticos do Estado.

Mesmo com a tentativa de pacificação feita por Pivetta, o episódio deixou claro que a Assembleia Legislativa pretende endurecer a fiscalização sobre projetos considerados sensíveis ao equilíbrio entre os poderes. A avaliação entre parlamentares é de que o Legislativo não aceitará medidas que reduzam sua autonomia institucional sem forte reação política.

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