Jayme reage e chama Abilio de “doido” e “perdido”: “Tenho pena dele”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 11/12/2025
O senador Jayme Campos (UB) elevou o tom contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ao chamá-lo de “doido”, “perdido” e alvo de sua “pena”, em resposta à declaração do gestor que, na última semana, afirmou “não ver” Jayme como candidato ao Governo de Mato Grosso. A reação ocorreu nesta quinta-feira (11) e expôs o avanço da tensão entre os dois.
“Esse é um doido! Só fala besteirol. Tem que tomar conta da Prefeitura de Cuiabá, que está totalmente falida. Baixe a bola. Tenho pena dele, não sabe o que está fazendo”, disparou o senador. Jayme também acusou Abilio de “viver de mídia” e ironizou o prefeito ao citar o TikTok, em referência à intensa produção de vídeos do gestor municipal.
O senador questionou ainda o “espírito partidário e de companheirismo” de Abilio, afirmando que o prefeito estaria preocupado apenas em pavimentar sua própria reeleição e a candidatura da esposa, Samantha Íris (PL), à Assembleia Legislativa. “Prometeu muita coisa e não tirou um radar. Abilio está derretendo”, disse, mencionando pesquisas que apontariam queda de popularidade. E completou: “Abre o olho, daqui seis meses estão pedindo impeachment dele.”
A troca de farpas começou quando Abilio deixou de citar Jayme entre os pré-candidatos ao Governo, alegando que o União Brasil ainda não o reconhecia como nome da majoritária e que o governador Mauro Mendes (UB) estaria alinhado ao vice Otaviano Pivetta (Republicanos). O prefeito sugeriu ainda que Jayme só teria chance de disputar caso rompesse com o UB e buscasse apoio da esquerda (PT) ou de setores do MDB liderados por Janaina Riva.
Determinando seu caminho, Jayme afirmou nos últimos dias que não desistirá da candidatura “doa a quem doer”.
O embate expõe a disputa antecipada dentro da base governista e revela como a corrida pelo Palácio Paiaguás já pressiona aliados tradicionais. As falas elevadas de Jayme e a provocação inicial de Abílio evidenciam um racha que pode reorganizar alianças e fragilizar a unidade do grupo que hoje sustenta Mauro Mendes. A troca de acusações também ecoa o ambiente político de Cuiabá, onde a crise administrativa e a queda de popularidade do prefeito se tornam munição para adversários internos. O episódio tende a acelerar movimentos de bastidor, sobretudo no União Brasil, que evita definir sua cabeça de chapa enquanto mede o impacto das tensões públicas entre seus principais nomes.
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