Michelly reage a vídeos de Abílio e diz que movimento nas UPAs varia conforme demanda
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 01/07/2026
A presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Cuiabá, vereadora Michelly Alencar, rebateu as declarações do prefeito Abílio Brunini sobre a redução no fluxo de pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) durante os jogos da Seleção Brasileira. Em resposta às publicações feitas pelo chefe do Executivo nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a procura pelos atendimentos varia conforme a demanda e destacou que “ninguém procura a UPA para passear”.
A reação da vereadora ocorre após Abílio divulgar vídeos mostrando corredores vazios em unidades de saúde da Capital durante partidas do Brasil na Copa do Mundo. Nas gravações, o prefeito ironizou a situação ao sugerir que os jogos da Seleção “melhoram a saúde das pessoas”, associando a queda nos atendimentos à diminuição da procura por atestados médicos.
Sem partir para confronto direto com o prefeito, Michelly adotou um tom mais técnico ao comentar o assunto e afirmou que o comportamento das unidades de saúde sofre influência de fatores sazonais. Segundo ela, os atendimentos oscilam conforme horários, períodos específicos e demandas espontâneas da população.
A vereadora reforçou ainda que, durante fiscalizações realizadas pela Comissão de Saúde da Câmara, encontrou pacientes aguardando consultas e equipes atuando normalmente nas UPAs da Capital. Para Michelly, a realidade das unidades não pode ser analisada apenas a partir de registros pontuais feitos em determinados horários.
O episódio amplia um debate que vem ganhando força dentro da política cuiabana desde o início da gestão Abílio Brunini. O prefeito tem usado as redes sociais para defender mudanças no modelo de atendimento das UPAs e sustenta que parte da superlotação registrada historicamente nas unidades ocorre por procura considerada indevida, especialmente por pessoas em busca de atestados médicos.
Desde o começo do mandato, Abílio passou a intensificar visitas presenciais às unidades de saúde e transformou a situação das UPAs em uma das principais vitrines administrativas da atual gestão. Em janeiro, ao vistoriar unidades da Capital, o prefeito chegou a classificar o cenário encontrado como crítico, apontando superlotação, falta de estrutura e precariedade operacional herdadas da administração anterior.
A discussão sobre a demanda nas UPAs também possui forte impacto político. A saúde pública segue entre os principais pontos de cobrança da população cuiabana e tem provocado embates frequentes entre vereadores, Prefeitura e setores ligados ao funcionalismo da saúde.
O assunto deve continuar dominando o debate político local, especialmente diante da pressão popular por melhoria no atendimento, redução das filas e ampliação da capacidade das unidades de urgência e emergência da Capital.
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