Cuiabá, 2026-10-21T21:13:33

Em meio à pressão eleitoral, Pivetta reage a críticas do PT sobre empréstimo de R$ 1,5 bilhão

Em meio à pressão eleitoral, Pivetta reage a críticas do PT sobre empréstimo de R$ 1,5 bilhãoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 03/07/2026

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) elevou o tom do discurso político ao responder às críticas da oposição sobre o projeto que autoriza Mato Grosso a contratar um empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal. Em meio ao embate na Assembleia Legislativa, o chefe do Executivo disparou contra parlamentares petistas e afirmou que um eventual governo do PT “não teria crédito para nada”, numa fala que ampliou a tensão política em torno da proposta.

A declaração ocorreu após deputados da bancada petista questionarem a pressa do Governo do Estado em aprovar a operação financeira às vésperas do período de restrições eleitorais. O projeto prevê recursos para obras de infraestrutura, investimentos em saúde e principalmente a ampliação do programa SER Família Habitação, considerado uma das principais vitrines sociais da atual gestão.

O empréstimo virou alvo de forte disputa política dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Os deputados Lúdio Cabral e Valdir Barranco, ambos do PT, classificaram a proposta como eleitoreira e afirmaram que a medida pode deixar uma pesada herança financeira para o próximo governador. A oposição também questiona os juros da operação, indexados ao CDI, atualmente acima de 14% ao ano.

Barranco afirmou que o governo tenta acelerar uma medida de grande impacto financeiro no fim da gestão estadual. Já Lúdio criticou o modelo de financiamento escolhido pelo Executivo e cobrou prioridade histórica para políticas habitacionais permanentes, defendendo que recursos do Fethab sejam direcionados exclusivamente para moradia popular.

A reação de Pivetta veio em tom político e com forte defesa da situação fiscal de Mato Grosso. O governador afirmou que o Estado possui capacidade de endividamento justamente pela estabilidade financeira construída nos últimos anos e reforçou que os números da gestão são transparentes.

Segundo o Executivo, o financiamento será utilizado para garantir a construção de aproximadamente 60 mil moradias populares, além de assegurar investimentos em rodovias, pontes e atendimento básico de saúde nos municípios. O governo argumenta que a operação financeira é necessária para manter o ritmo das obras e substituir recursos que deixarão de existir no orçamento estadual nos próximos meses.

O assunto já é tratado como um dos primeiros grandes embates eleitorais de 2026. O pedido de vista apresentado pelos deputados petistas adiou a votação e aumentou a pressão sobre a base governista, que corre contra o tempo para aprovar a matéria antes do início das restrições do calendário eleitoral.

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), já sinalizou que a aprovação dependerá da articulação política do Palácio Paiaguás e da formação de quórum suficiente para acelerar a tramitação. A expectativa é de que o tema volte ao plenário nos próximos dias em meio a um ambiente de disputa cada vez mais polarizado.

O episódio também reforça o movimento de fortalecimento político de Pivetta dentro do grupo governista. Cotado como nome natural da sucessão estadual, o governador interino vem ampliando protagonismo político e adotando um discurso mais incisivo diante da oposição, especialmente em temas ligados à gestão fiscal e investimentos públicos.

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