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“Tenho muita gente ao meu lado”, diz Jayme ao resistir pressão por apoio a Pivetta

“Tenho muita gente ao meu lado”, diz Jayme ao resistir pressão por apoio a PivettaPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 03/07/2026

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O senador Jayme Campos (União Brasil) voltou a reafirmar sua disposição de disputar o Governo de Mato Grosso em 2026 e deixou claro que não pretende recuar diante das pressões internas dentro do próprio partido. Em declaração que ampliou o clima de disputa nos bastidores políticos, Jayme afirmou que abandonar o projeto eleitoral agora significaria “decepcionar muita gente” que hoje apoia sua candidatura ao Palácio Paiaguás.

A fala ocorre em meio ao avanço das articulações lideradas pelo ex-governador Mauro Mendes, presidente regional do União Brasil, que trabalha para consolidar apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na sucessão estadual. O cenário criou uma disputa interna cada vez mais evidente dentro da legenda, que vive um dos momentos de maior tensão política desde o início das movimentações para 2026.

Jayme afirmou que construiu um grupo político sólido ao longo dos últimos anos e que possui apoio de lideranças regionais, prefeitos, vereadores e aliados históricos em diferentes regiões de Mato Grosso. Segundo o senador, existe um compromisso político com esse grupo que impede qualquer retirada precipitada da disputa.

Nos bastidores, aliados do parlamentar avaliam que o discurso também serve como resposta direta às tentativas de isolamento político dentro do União Brasil. A ala ligada a Mauro Mendes defende a manutenção da aliança construída com Pivetta desde 2018, enquanto Jayme sustenta que o partido precisa ter candidatura própria ao Governo do Estado.

A pré-candidatura do senador ganhou força principalmente entre setores mais tradicionais da política mato-grossense. Ex-governador, ex-prefeito de Várzea Grande e atualmente senador em segundo mandato, Jayme tenta transformar sua experiência administrativa em principal ativo eleitoral para disputar o comando do Estado novamente.

Em outra frente, o senador também começou a estruturar grupos técnicos para elaboração de propostas de governo, movimento interpretado como sinal claro de que pretende levar o projeto eleitoral até as convenções partidárias. Entre os temas discutidos nos bastidores estão habitação popular, infraestrutura e fortalecimento econômico regional.

O avanço da pré-candidatura de Jayme ampliou o clima de divisão dentro do União Brasil. Enquanto parte da sigla aposta na continuidade do modelo de gestão ligado ao grupo Mauro Mendes-Pivetta, outra ala entende que o partido possui musculatura política suficiente para liderar a disputa estadual.

O embate interno também possui reflexos nacionais. Lideranças do União Brasil acompanham de perto o cenário de Mato Grosso devido ao peso eleitoral e econômico do Estado dentro do agronegócio brasileiro. A definição sobre candidatura própria ou manutenção de alianças deve influenciar diretamente a composição política para o Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

Mesmo diante da pressão interna, Jayme vem adotando um discurso cada vez mais firme. Em recentes declarações públicas, o senador afirmou que não trabalha com “plano B” e reforçou que seguirá defendendo sua pré-candidatura até o momento das definições partidárias.

O ponto é de que a disputa pelo comando do União Brasil em Mato Grosso pode se transformar em um dos principais focos de tensão da corrida eleitoral de 2026. O cenário permanece indefinido, mas a resistência de Jayme Campos mostra que o grupo político ligado ao senador não pretende abrir espaço facilmente dentro da sucessão estadual.

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