Cuiabá, 2026-07-13T21:43:31

PL descarta recuo de Wellington e rejeita pressão do Republicanos por palanque único em Mato Grosso

PL descarta recuo de Wellington e rejeita pressão do Republicanos por palanque único em Mato GrossoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 13/07/2026

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O senador Wellington Fagundes (PL) reforçou que permanece na disputa pelo Governo de Mato Grosso e comunicou pessoalmente ao presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, que o Partido Liberal não pretende abrir mão da candidatura própria nas eleições de 2026. A conversa ocorreu em meio às negociações nacionais entre as duas legendas, nas quais Mato Grosso se tornou uma das principais moedas de negociação para uma eventual aliança em torno da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

De acordo com informações divulgadas nos bastidores políticos, Wellington telefonou para Marcos Pereira para deixar claro que a decisão do PL já foi tomada e não haverá recuo. A posição foi consolidada em reunião entre o senador, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e o presidente estadual da sigla, Ananias Filho. Segundo dirigentes da legenda, a possibilidade de desistência da candidatura é considerada inexistente, restando apenas a homologação durante a convenção partidária.

A movimentação ocorre porque o Republicanos busca ampliar sua força na composição nacional para as eleições presidenciais. Entre as condições discutidas para apoiar Flávio Bolsonaro está a formação de palanques únicos em estados estratégicos. Em Mato Grosso, a intenção da legenda seria reunir as forças da direita em torno da candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), cenário que exigiria a retirada de Wellington da disputa estadual. Entretanto, o PL rejeitou a proposta e decidiu manter seu projeto político próprio.

O argumento apresentado pelos dirigentes liberais é que o partido já abriu espaço em disputas anteriores. Em 2022, Wellington Fagundes deixou de disputar o Governo para apoiar a reeleição de Mauro Mendes (União Brasil), decisão que, segundo integrantes da sigla, ocorreu mesmo diante da preferência inicial do então presidente Jair Bolsonaro por uma candidatura própria do PL no Estado. Agora, a avaliação interna é que chegou o momento de a legenda liderar seu próprio projeto majoritário em Mato Grosso.

Nos últimos dias, Wellington também criticou publicamente as articulações para que deixasse a disputa, afirmando que uma eleição democrática pressupõe a existência de diferentes candidaturas e classificando como inadequada qualquer tentativa de construir uma vitória por “W.O.”. O senador tem defendido que a população deve ter liberdade para escolher entre projetos distintos, sem imposições decorrentes de acordos nacionais.

A definição do PL amplia a disputa pelo Palácio Paiaguás e influencia diretamente as negociações entre os principais partidos de Mato Grosso. Além de Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta, o senador Jayme Campos (União Brasil) também trabalha para consolidar sua candidatura, enquanto outras legendas aguardam o desfecho das convenções partidárias para definir alianças. O cenário indica que a sucessão estadual seguirá marcada por intensas articulações locais e nacionais nos próximos meses.

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