Júlio Campos desafia peso político de Mauro e diz que Pivetta receberia “no máximo 20%” dos votos do governador
Política POR: Redação
POSTADO EM: 12/12/2025
O ex-governador e deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) minimizou a capacidade de transferência de votos do governador Mauro Mendes (União) na eleição ao Governo de Mato Grosso em 2026. Embora Mauro registre cerca de 75% de aprovação, Júlio afirma que esse capital político não se converte integralmente em apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apontado como o candidato do grupo. “Prestígio pessoal de governo não se transfere mais de 20%, seja para quem for”, declarou.
Ao sustentar que a influência de Mauro tem limites, Júlio reforçou que qualquer nome que pretenda disputar o Palácio Paiaguás precisa construir força própria. Ele citou pesquisas internas do União Brasil que indicam um cenário competitivo, com o senador Wellington Fagundes (PL) à frente, seguido de perto por Jayme Campos (União) e pelo próprio Pivetta — todos, segundo ele, em empate técnico.
“Daqui para frente, vai valer quem tiver mais aliados, mais companheiros e quem conquistar a simpatia do eleitor”, afirmou. Júlio voltou a defender que a eleição de 2026 seja disputada em dois turnos, permitindo que cada partido apresente seu programa de governo no primeiro, deixando alianças para a etapa final.
Apesar do tom moderado ao falar de Pivetta, o deputado reafirmou que o União Brasil deve manter o comando do Estado e que aposta na pré-candidatura de Jayme Campos, mesmo sem consenso interno. Segundo ele, divergências são naturais, sobretudo porque Mauro Mendes — que também preside o diretório estadual — tem manifestado apoio ao vice-governador.
“Nós temos um bom relacionamento com o vice-governador, nada pessoal. Mas cada partido busca seus interesses. Queremos continuar governando Mato Grosso. Fizemos um bom trabalho nesses sete anos com Mauro Mendes e queremos mais quatro com Jayme Campos”, disse.
Júlio também destacou que a definição de uma candidatura própria é fundamental para fortalecer a legenda nas eleições proporcionais. Sem um nome competitivo ao governo, avalia, o União Brasil pode reduzir significativamente sua representação. “Sem candidatura majoritária, podemos eleger apenas um deputado federal e dois ou três estaduais. Com um candidato forte, ampliamos bastante essas vagas”, projetou. “Queremos ter candidato a governador, a senador, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. Se não tiver candidatura própria, nossa bancada será reduzida”, completou.
As declarações de Júlio Campos escancaram a disputa silenciosa — mas cada vez mais evidente — pela hegemonia dentro do União Brasil em Mato Grosso. Ao questionar publicamente o peso eleitoral de Mauro Mendes e relativizar a força de Pivetta, Júlio envia um recado direto ao governador: a sucessão de 2026 não está pacificada. O movimento fortalece Jayme Campos como alternativa interna e pressiona Mauro a negociar, evitando a percepção de que tenta “impor” seu sucessor. Nos bastidores, a fala de Júlio evidencia uma disputa por espaço e influência na montagem das chapas proporcionais, onde o controle da candidatura majoritária se torna decisivo. O tom cordial esconde um embate estratégico que deve se intensificar à medida que 2026 se aproxima.
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