Cuiabá, 2026-10-21T21:12:40

Moretti responsabiliza ex-prefeito por dívida milionária e reforça justificativa para calamidade fiscal em Várzea Grande

Moretti responsabiliza ex-prefeito por dívida milionária e reforça justificativa para calamidade fiscal em Várzea GrandeBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 28/07/2026

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), voltou a atribuir à gestão do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) a grave situação financeira enfrentada pelo município. Durante entrevista coletiva, ela afirmou que herdou uma dívida de R$ 22 milhões em precatórios não quitados e outros R$ 19 milhões relacionados ao não recolhimento de contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), formando um passivo superior a R$ 41 milhões que, segundo a gestora, compromete a capacidade de investimento da administração municipal.

As declarações ocorrem em meio ao agravamento da crise fiscal vivida pela segunda maior cidade de Mato Grosso. Nas últimas semanas, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de recursos das contas da Prefeitura para garantir o pagamento de precatórios em atraso e encaminhou comunicações ao Ministério Público de Mato Grosso e ao Tribunal de Contas do Estado para apuração de eventual responsabilidade administrativa relacionada ao descumprimento das obrigações judiciais.

Segundo Flávia Moretti, parte das dificuldades enfrentadas pela atual gestão decorre de compromissos financeiros acumulados antes de sua posse. A prefeita afirmou que, ao assumir o Executivo em janeiro de 2025, encontrou precatórios pendentes no valor de R$ 22 milhões e, posteriormente, foi surpreendida com um apontamento da Receita Federal indicando aproximadamente R$ 19 milhões referentes ao não recolhimento de contribuições previdenciárias durante a administração anterior. De acordo com ela, essas obrigações pressionam o caixa da Prefeitura e limitam investimentos em áreas consideradas prioritárias, como infraestrutura, saúde, educação e saneamento.

A crise financeira levou a administração municipal a adotar medidas de contenção de despesas e fundamentou o decreto de calamidade fiscal e financeira editado pela Prefeitura e também pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE). A gestão sustenta que o reconhecimento da situação excepcional é necessário para reorganizar as contas públicas e restabelecer a capacidade financeira do município.

O debate também ganhou dimensão política. Enquanto a atual administração responsabiliza a gestão anterior pelo cenário encontrado, aliados do ex-prefeito defendem que a situação financeira precisa ser analisada de forma mais ampla, considerando o aumento das despesas obrigatórias e o comportamento da arrecadação nos últimos anos. A discussão deve permanecer em evidência à medida que avançam as investigações dos órgãos de controle e a Prefeitura busca alternativas para equilibrar as finanças.

O caso reforça o ambiente de tensão política em Várzea Grande, onde a crise fiscal tem sido um dos principais temas da administração municipal. Além dos impactos sobre a execução de obras e serviços públicos, o desfecho das apurações poderá influenciar o debate político sobre a responsabilidade pela situação financeira do município e os caminhos para a recuperação das contas públicas.

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