Secretária de Abílio confirma que governo Lula bancou 60% das casas populares de Cuiabá
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 30/07/2026
Um dado revelado pela própria equipe do prefeito Abilio Brunini (PL) colocou em evidência o peso da participação do governo federal no principal projeto habitacional em andamento em Cuiabá. A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher, afirmou que cerca de 60% do valor das 2 mil unidades habitacionais previstas para entrega na capital será custeado por recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, mantido pela União.
A declaração foi dada durante entrevista nesta semana e detalhou a composição financeira do empreendimento, que reúne investimentos do governo federal, do Governo de Mato Grosso e da Prefeitura de Cuiabá. Segundo a secretária, cada imóvel está avaliado em aproximadamente R$ 195 mil, e a maior parte desse montante é financiada pela União por meio do programa habitacional voltado para famílias de baixa renda.
Na prática, isso significa que cerca de R$ 117 mil por unidade serão bancados pelo governo federal, enquanto o restante do valor será dividido entre o Estado e o Município. As moradias serão destinadas a famílias enquadradas nas faixas de renda atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, programa que voltou a operar com força em Mato Grosso após ser retomado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O reconhecimento da participação federal ocorre em um momento de frequentes embates políticos entre Abilio Brunini e o presidente Lula. Nos últimos meses, o prefeito tem feito críticas recorrentes ao governo federal, especialmente em temas relacionados à economia, assistência social e políticas públicas. Ainda assim, a fala da secretária evidencia que o maior investimento financeiro no projeto habitacional parte justamente da União.
A Prefeitura de Cuiabá participa da iniciativa com a disponibilização de áreas, estrutura administrativa, cadastramento das famílias beneficiadas e acompanhamento da execução do programa, enquanto o Governo do Estado também aporta recursos para viabilizar parte do empreendimento. O modelo segue a lógica de cooperação entre os três níveis de governo, considerada uma das principais formas de financiamento de programas habitacionais de grande escala no país.
O projeto faz parte da estratégia para reduzir o déficit habitacional da capital mato-grossense, que ainda possui milhares de famílias em situação de vulnerabilidade, ocupações irregulares ou dependentes de programas de aluguel social. A expectativa da gestão municipal é acelerar a entrega das unidades e ampliar a oferta de moradias populares nos próximos meses.
A declaração de Michelle Dreher também repercute no cenário político estadual por ocorrer em meio ao início das articulações eleitorais para 2026, quando programas habitacionais, investimentos federais e obras de infraestrutura tendem a ganhar ainda mais peso no debate entre grupos aliados do governo federal e lideranças da oposição em Mato Grosso.
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