Júlio Campos aposta em vitória de Jayme e diz que senador pode chegar a 28 votos no União
Política POR: Redação
POSTADO EM: 30/07/2026
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que o senador Jayme Campos pode alcançar entre 25 e 28 votos na convenção estadual do partido que definirá se a legenda lançará candidatura própria ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A votação, considerada uma das mais importantes da história recente do União Brasil no estado, colocará frente a frente dois projetos políticos: a candidatura de Jayme ao Palácio Paiaguás e a manutenção da aliança com o grupo liderado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), que apoia Otaviano Pivetta (Republicanos).
Segundo Júlio, o grupo ligado ao senador chega à convenção com confiança de que possui votos suficientes para vencer a disputa interna. A estimativa é de que cerca de 50 filiados tenham direito a voto, entre integrantes do diretório estadual e delegados municipais, e a expectativa do parlamentar é que a candidatura própria obtenha maioria.
“Pelas nossas contas, o Jayme pode chegar a 25, 26, 27 ou até 28 votos. Estamos confiantes e acreditamos que o partido precisa disputar o Governo do Estado”, afirmou.
A declaração reforça o clima de tensão dentro do União Brasil, partido que vive um dos momentos mais delicados de sua organização em Mato Grosso. De um lado, Mauro Mendes trabalha para manter o acordo firmado com o Republicanos e consolidar o apoio à candidatura de Pivetta. De outro, Jayme Campos e seus aliados defendem que a legenda tenha um projeto majoritário próprio, argumentando que isso fortaleceria a formação das chapas para deputado estadual e deputado federal.
Nos bastidores, a convenção é tratada como uma disputa de força entre duas das principais lideranças do partido. Jayme, ex-governador, ex-prefeito de Várzea Grande e atual senador, tenta recuperar protagonismo estadual ao apresentar uma candidatura própria ao governo. Mauro Mendes, por sua vez, aposta na continuidade do grupo político que governa Mato Grosso desde 2019 e na construção de uma transição para Pivetta.
Júlio Campos também rebateu avaliações de adversários internos que afirmam que o grupo de Jayme teria apoio reduzido entre os convencionais. Segundo ele, apenas o núcleo mais próximo da família Campos já reuniria número expressivo de votos, e as articulações realizadas nas últimas semanas ampliaram a base de apoio à candidatura própria.
Caso o União Brasil aprove o lançamento de Jayme, o partido ainda precisará superar uma etapa adicional. A legenda integra a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, e uma eventual divergência entre os dois partidos poderá levar a decisão final para a direção nacional da federação, que tem influência direta sobre as candidaturas majoritárias nos estados.
A disputa interna ocorre em meio às intensas movimentações do tabuleiro eleitoral de 2026. Além da definição do futuro de Jayme, partidos como Republicanos, MDB, Podemos, PL e PSD também aceleram negociações para compor chapas ao governo e ao Senado, tornando o cenário político de Mato Grosso cada vez mais imprevisível.
Para os aliados do senador, a candidatura própria é vista como instrumento para ampliar a competitividade do União Brasil e atrair novos nomes para as disputas proporcionais. Já o grupo governista argumenta que a manutenção da aliança com Pivetta preserva a unidade da base e aumenta as chances de continuidade do projeto político liderado por Mauro Mendes.
A expectativa é que a convenção estadual marque um ponto de inflexão na corrida eleitoral mato-grossense, definindo se o União Brasil seguirá dividido entre dois projetos ou se encontrará um caminho de convergência para a disputa de 2026.
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