Paula Calil diz que suspeitas contra vereadores são individuais e não representam Câmara de Cuiabá
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 21/10/2026
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que eventuais irregularidades envolvendo parlamentares devem ser apuradas individualmente e não podem ser atribuídas à instituição. A manifestação foi divulgada após a deflagração da Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Em nota, Paula reafirmou o compromisso do Legislativo cuiabano com a transparência, a ética e a legalidade. A presidente também destacou a importância de que as investigações avancem com responsabilidade, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência dos envolvidos.
“A instituição ressalta que eventuais condutas individuais devem ser apuradas pelas autoridades competentes e não representam o posicionamento ou a atuação institucional do Legislativo cuiabano”, diz trecho do comunicado.
A Câmara de Cuiabá informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e que suas atividades seguem normalmente, sem alterações no funcionamento da Casa.
A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), com cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os alvos estão os vereadores cuiabanos Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos, além de 13 parlamentares de Várzea Grande, conforme informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura suspeitas de um possível esquema de corrupção envolvendo a eleição da Mesa Diretora do Legislativo várzea-grandense. As autoridades buscam esclarecer possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de cooptação de agentes públicos e obtenção de vantagens indevidas.
O caso também repercute em Cuiabá porque Ilde Taques foi eleito para presidir a Câmara Municipal no biênio 2027/2028. Até o momento, porém, a manifestação de Paula Calil se concentra na posição institucional do Legislativo e na necessidade de que eventuais responsabilidades sejam apuradas pelas autoridades competentes.
A operação amplia a atenção sobre as disputas políticas nos Legislativos municipais de Mato Grosso. O avanço das investigações deverá esclarecer as circunstâncias dos fatos e eventual responsabilidade individual dos investigados.
Ser alvo de diligências ou de uma investigação não significa comprovação de culpa. A apuração deve respeitar o direito de defesa e a presunção de inocência.
Baixada Cuiabana
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