Lúdio rejeita Pedro Taques ao Senado e expõe racha na esquerda em Mato Grosso
Política POR: Redação
POSTADO EM: 16/12/2025
Deputado critica anúncio feito pelo presidente nacional do PT e diz que nome do ex-governador representa um projeto político do passado
O deputado estadual Lúdio Cabral, uma das principais lideranças do PT em Mato Grosso, rechaçou a possibilidade de o ex-governador Pedro Taques (PSB) ser candidato ao Senado Federal em 2026 pelo campo da esquerda. A reação ocorre após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, lançar publicamente o nome de Taques durante um evento em Cuiabá, no último domingo (14), sem consulta prévia às lideranças locais.
Em declaração à imprensa, Lúdio afirmou que respeita Pedro Taques como pessoa e profissional, mas foi duro ao avaliar seu papel político no atual cenário. “Há projetos políticos em Mato Grosso que o tempo já aposentou e, portanto, fazem parte do passado”, disse. Para o deputado, a esquerda precisa olhar para frente e apresentar novas lideranças e propostas ao eleitorado mato-grossense.
Lúdio classificou como “infeliz” a fala de Edinho Silva e afirmou que o anúncio gerou reação negativa imediata entre militantes e dirigentes partidários. Segundo ele, embora a esquerda busque construir um amplo arco de alianças para 2026, a escolha de nomes precisa levar em conta o contexto político local e o histórico recente do Estado.
O deputado lembrou que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), principal liderança da esquerda em Mato Grosso e candidato natural à reeleição ao Senado, é adversário político de Pedro Taques. A relação entre os dois se rompeu em 2018, quando Fávaro renunciou ao cargo de vice-governador, e se deteriorou ainda mais nos anos seguintes, especialmente durante a disputa ao Senado, marcada por acusações públicas envolvendo o caso conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.
Para Lúdio, qualquer discussão sobre uma eventual segunda vaga ao Senado deve passar, obrigatoriamente, pelo diálogo com Fávaro. “Qualquer debate precisa ser feito com quem é senador, ministro e principal liderança do nosso campo político no Estado”, afirmou, reforçando que a condução do processo sem esse cuidado tende a ampliar tensões internas.
O episódio evidencia fissuras na articulação da esquerda em Mato Grosso e expõe o risco de decisões tomadas de cima para baixo em um cenário político marcado por rivalidades históricas. Ao rejeitar o nome de Pedro Taques, Lúdio não apenas defende renovação, mas também sinaliza que a unidade do grupo passa, necessariamente, pelo protagonismo de Carlos Fávaro. O impasse antecipa um debate que deve se intensificar em 2025 e pode redefinir o desenho das alianças para a disputa ao Senado em 2026.
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