Cuiabá, 2026-06-07T16:28:04

Costa Beber afirma que decisões do governo Lula afastam investimentos do agro

Costa Beber afirma que decisões do governo Lula afastam investimentos do agroPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 15/01/2026

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O presidente da Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), Lucas Costa Beber, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem adotado uma postura de perseguição ao agronegócio, o que, segundo ele, tem prejudicado diretamente o setor produtivo. A principal crítica recai sobre a moratória da soja, apontada como fator de insegurança jurídica e entrave ao crescimento da atividade.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (14). Costa Beber afirmou que, no terceiro mandato de Lula, o agronegócio foi “deixado de lado”, com baixo estímulo ao setor e decisões que afetam a confiança dos produtores.

“Em diversos aspectos, nós vimos que o setor foi deixado de lado pelo atual governo. Eu, como entidade, não posso manifestar politicamente, tenho que me manifestar tecnicamente, diante de fatos. Quem vai fazer a escolha é o produtor. E o produtor, assim como qualquer empresário brasileiro, busca segurança jurídica”, afirmou.

O presidente da Aprosoja destacou que o governo federal agravou o cenário ao permitir que a Advocacia-Geral da União (AGU) atuasse no Supremo Tribunal Federal (STF) para prorrogar a suspensão da lei sancionada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), que retira incentivos fiscais de tradings que aderem à moratória da soja.

Segundo ele, a atuação da AGU em defesa de um acordo privado representa um desrespeito ao Congresso Nacional e amplia a instabilidade institucional.

“O que nós vimos foi a União atuando a favor de um acordo privado e desrespeitando o Congresso Nacional. Isso gera instabilidade nos freios e contrapesos dos três Poderes, traz insegurança jurídica e afasta investimentos do país”, criticou.

Costa Beber também citou como fator de preocupação a política de demarcação de terras indígenas, especialmente quando, segundo ele, desconsidera o marco temporal e atinge áreas produtivas já consolidadas.

“Vejo uma atuação de grande perseguição e de desvalorização do setor. O Plano Safra sempre vem com juros altos, o que desestimula a produção. Somado a isso, a demarcação de terras indígenas, desrespeitando quem deveria ter segurança jurídica”, concluiu.

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