Lúdio descarta chapa Fávaro–Taques para o Senado: “não combinam” e abre espaço para nome feminino do PT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 16/01/2026
Deputado aponta falta de sintonia entre ex-aliados e coloca em xeque composição de arco majoritário em meio às articulações eleitorais em Mato Grosso
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou que a formação de uma chapa ao Senado composta pelo senador Carlos Fávaro (PSD) e pelo ex-governador Pedro Taques (PSB) seria politicamente incompatível e não ajudaria uma construção harmônica para as eleições de 2026 em Mato Grosso. A avaliação foi feita em entrevista à imprensa na última quarta-feira (14).
“Na minha opinião Fávaro e Taques na mesma chapa não combinam, não têm sintonia. Porque duas candidaturas ao Senado precisam se potencializar mutuamente. Então, na minha avaliação, os dois juntos não ajudam um ao outro”, declarou Lúdio, destacando a história de rompimento entre os dois políticos como principal motivo para a discordância.
Histórico político pesa na avaliação de Lúdio
O parlamentar lembrou que Fávaro foi vice-governador na gestão de Taques entre 2015 e 2018, mas acabou rompendo politicamente com o então aliado ao longo do mandato e seguindo caminhos eleitorais distintos. Fávaro deixou o cargo de vice-governador e se lançou candidato no palanque do então governador Mauro Mendes (União Brasil), sendo derrotado naquele momento, mas eleito senador em 2020.
A declaração de Lúdio ocorre em um momento de intensa articulação eleitoral em Mato Grosso, com Taques buscando reposicionar sua carreira política para 2026, angariando apoio de segmentos do campo governista federal e se filiando ao PSB em dezembro de 2025. Sua filiação foi oficializada como presidente estadual da sigla, movimento que contou com apoio de lideranças nacionais da legenda.
Estratégia eleitoral: Fávaro ao Senado, nome feminino do PT e palanque robusto
Dentro do cenário político desenhado por Lúdio, a aliança majoritária para 2026 teria como núcleo a reeleição de Carlos Fávaro ao Senado, a indicação de uma mulher pelo PT para a segunda vaga na Casa Alta e a candidatura de Natasha Slhessarenko (PSD) ao governo do estado, formando um bloco coeso que, segundo ele, ajudaria a consolidar um palanque competitivo para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Seria mais interessante a formação de uma chapa com Fávaro e um nome indicado pelo PT, de preferência uma mulher”, afirmou Lúdio, reforçando que essa composição poderia fortalecer reciprocamente as candidaturas e as alianças partidárias no estado.
Sobre a vaga de vice-governador, Lúdio afirmou que o debate segue em aberto e tradicionalmente é fechado nas fases finais das negociações políticas. Já sobre a deputada Rosa Neide (PT), ele observou que ela tem capacidade para disputar o Senado, mas manifestou o desejo de que ela busque a reeleição à Câmara dos Deputados, alinhado ao trabalho do partido para assegurar sua volta ao Congresso.
Tensão no tabuleiro eleitoral em Mato Grosso
A avaliação de Lúdio revela uma tensão interna no campo político que apoia o governo federal em Mato Grosso, diante das primeiras costuras eleitorais para 2026. A necessidade de equilibrar movimentos regionais com articulações nacionais tem sido tema central nas negociações, enquanto alianças e pré-candidatos começam a ganhar forma no estado
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