Mauro Mendes diz que União não pode “fechar a porta” e rejeita sucessão limitada ao partido
Política POR: Redação
POSTADO EM: 10/02/2026
O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que a escolha do próximo candidato ao Governo de Mato Grosso não pode ficar restrita a um nome interno do partido e defendeu que o processo sucessório respeite a democracia e o diálogo com outras legendas.
A declaração foi feita em meio à disputa interna no União Brasil sobre a possibilidade de lançar candidatura própria ao Palácio Paiaguás. Mendes, no entanto, mantém apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que já se apresenta como pré-candidato à sucessão estadual.
“Você não pode achar que só dentro do seu partido tenha pessoas preparadas para assumir esse desafio. Temos que respeitar os outros partidos e respeitar a própria democracia”, afirmou o governador.
Mendes destacou a trajetória política construída ao lado de Pivetta, lembrando que ambos disputam eleições desde 2010 e governam Mato Grosso juntos desde 2019. Segundo ele, a estabilidade administrativa tem sido uma das marcas do atual governo, com a manutenção de secretários e lideranças estratégicas ao longo dos anos.
“Essa é a estabilidade. E o Otaviano Pivetta foi uma pessoa extraordinária na condução desse processo junto comigo”, disse, ao justificar o apoio ao vice.
Apesar da posição pessoal, o governador fez questão de frisar que não decide sozinho os rumos do partido. Segundo ele, as definições oficiais sobre candidaturas seguem o regimento partidário e só ocorrem durante a convenção.
Questionado sobre o senador Jayme Campos (União Brasil), que se coloca como possível pré-candidato ao Governo, Mendes reconheceu o peso político do correligionário e afirmou que ele tem legitimidade para construir uma candidatura.
“O senador Jayme não é qualquer um. É um senador da República. Ele tem uma longa trajetória ao longo de muitos anos. Ele pode construir. E a decisão do partido, do União Progressista, vai ser tomada lá na frente, na forma do regimento”, declarou.
A fala de Mendes evidencia que a sucessão estadual segue em aberto e que o debate interno no União Brasil deve se intensificar nos próximos meses, à medida que o calendário eleitoral se aproxima.
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