Cuiabá, 2026-10-21T20:05:35

Racha no União: Júlio enfrenta grupo de Mauro Mendes por candidatura própria

Racha no União: Júlio enfrenta grupo de Mauro Mendes por candidatura própriaPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 10/02/2026

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que o grupo político ligado a ele e ao senador Jayme Campos (União) quer garantias formais da direção nacional do partido de que não haverá intervenção em Mato Grosso caso a legenda decida lançar candidatura própria ao Governo do Estado.

Segundo Júlio, a exigência será apresentada em uma agenda já programada em Brasília, onde o grupo pretende se reunir com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, além de lideranças partidárias e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Se o partido quiser ter candidato próprio aqui, é importante ter a palavra de honra do nacional de que não vai haver intervenção”, afirmou o parlamentar, ao adiantar o teor da conversa com a cúpula da legenda.

A declaração evidencia que Jayme Campos levará sua pré-candidatura ao Executivo estadual adiante, mesmo com o grupo do governador Mauro Mendes (União) já alinhado ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pela sucessão do Palácio Paiaguás.

Júlio sustenta que o grupo dos Campos teria votos suficientes para aprovar a pré-candidatura de Jayme na convenção partidária. O deputado detalhou a composição do colégio eleitoral interno e fez um cálculo público da correlação de forças dentro do União Brasil em Mato Grosso.

Segundo ele, a convenção é formada por 31 membros do diretório regional, 22 delegados dos municípios com diretório constituído e sete parlamentares do partido. Entre os votantes estariam os deputados estaduais Júlio Campos, Dilmar Dal Bosco, Eduardo Botelho e Sebastião Rezende, os deputados federais Fábio Garcia e Coronel Assis — este último, caso permaneça no partido — além do senador Jayme Campos. Na eventual saída de Assis, a deputada Gisela Simona assumiria a vaga.

“Eu tenho direito a dois votos, o deputado Dilmar Dal Bosco também tem direito a dois votos, o senador Jayme, todos que fazem parte do regional que têm mandato eletivo têm esse direito”, explicou.

Apesar do tom combativo, Júlio admitiu que o grupo respeitará uma eventual decisão interna contrária à candidatura própria. “Se fizermos uma pesquisa antecipada, um plebiscito interno, de que o partido não quer a candidatura própria, aí não tem outra solução. Aceita a decisão ou saia do partido”, declarou.

Nos últimos dias, Júlio e Jayme Campos também revelaram que mantêm tratativas com outras siglas, como PSDB e Avante, o que aumenta a pressão sobre a direção nacional do União Brasil. Já o grupo do governador Mauro Mendes defende que Jayme dispute a reeleição ao Senado, abrindo caminho para que Pivetta seja o candidato do grupo ao Governo.

O embate interno expõe um racha estratégico no União Brasil em Mato Grosso e antecipa um confronto direto entre alas do partido na definição da sucessão estadual.

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