Racha no União: Júlio enfrenta grupo de Mauro Mendes por candidatura própria
Política POR: Redação
POSTADO EM: 10/02/2026
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que o grupo político ligado a ele e ao senador Jayme Campos (União) quer garantias formais da direção nacional do partido de que não haverá intervenção em Mato Grosso caso a legenda decida lançar candidatura própria ao Governo do Estado.
Segundo Júlio, a exigência será apresentada em uma agenda já programada em Brasília, onde o grupo pretende se reunir com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, além de lideranças partidárias e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Se o partido quiser ter candidato próprio aqui, é importante ter a palavra de honra do nacional de que não vai haver intervenção”, afirmou o parlamentar, ao adiantar o teor da conversa com a cúpula da legenda.
A declaração evidencia que Jayme Campos levará sua pré-candidatura ao Executivo estadual adiante, mesmo com o grupo do governador Mauro Mendes (União) já alinhado ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pela sucessão do Palácio Paiaguás.
Júlio sustenta que o grupo dos Campos teria votos suficientes para aprovar a pré-candidatura de Jayme na convenção partidária. O deputado detalhou a composição do colégio eleitoral interno e fez um cálculo público da correlação de forças dentro do União Brasil em Mato Grosso.
Segundo ele, a convenção é formada por 31 membros do diretório regional, 22 delegados dos municípios com diretório constituído e sete parlamentares do partido. Entre os votantes estariam os deputados estaduais Júlio Campos, Dilmar Dal Bosco, Eduardo Botelho e Sebastião Rezende, os deputados federais Fábio Garcia e Coronel Assis — este último, caso permaneça no partido — além do senador Jayme Campos. Na eventual saída de Assis, a deputada Gisela Simona assumiria a vaga.
“Eu tenho direito a dois votos, o deputado Dilmar Dal Bosco também tem direito a dois votos, o senador Jayme, todos que fazem parte do regional que têm mandato eletivo têm esse direito”, explicou.
Apesar do tom combativo, Júlio admitiu que o grupo respeitará uma eventual decisão interna contrária à candidatura própria. “Se fizermos uma pesquisa antecipada, um plebiscito interno, de que o partido não quer a candidatura própria, aí não tem outra solução. Aceita a decisão ou saia do partido”, declarou.
Nos últimos dias, Júlio e Jayme Campos também revelaram que mantêm tratativas com outras siglas, como PSDB e Avante, o que aumenta a pressão sobre a direção nacional do União Brasil. Já o grupo do governador Mauro Mendes defende que Jayme dispute a reeleição ao Senado, abrindo caminho para que Pivetta seja o candidato do grupo ao Governo.
O embate interno expõe um racha estratégico no União Brasil em Mato Grosso e antecipa um confronto direto entre alas do partido na definição da sucessão estadual.
Política
Wellington endurece discurso, cobra lealdade no PL e admite expulsão de prefeitos que apoiarem adversários
Desistência de presidente do Creci abre espaço na chapa do MDB para deputado federal em Mato Grosso
PL fecha chapa competitiva para deputado federal em Mato Grosso e aposta em parlamentares, influenciadores e novos nomes para ampliar bancad
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
ALMT entra no Top 5 nacional de engajamento nas redes sociais e supera assembleias de grandes estados
Jayme eleva tom contra grupo que comanda Mato Grosso e diz que “corrupção vai explodir”: “Não vai sobrar pedra sobre pedra”
Katiuscia reage à derrota de Abílio na LDO, chama votação de histórica e dispara: “Engole o choro e vá trabalhar”
