Cuiabá, 2026-10-21T21:12:40

Relatório aponta 1,6 mil pessoas sem moradia em Cuiabá; maioria masculina e negra

Relatório aponta 1,6 mil pessoas sem moradia em Cuiabá; maioria masculina e negraBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 19/02/2026

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Cuiabá é a terceira capital do Centro-Oeste com mais pessoas em situação de rua, com 1.604 registros

uiabá ocupa o terceiro lugar entre as capitais do Centro-Oeste com maior número de pessoas vivendo em situação de rua, segundo o mais recente levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, com base em dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A capital mato-grossense concentrou 1.604 pessoas sem residência formal — ficando atrás de Brasília (8.751) e Goiânia (1.997), e à frente de Campo Grande (1.249).

O quadro no Centro-Oeste mostra cerca de 19,8 mil pessoas nessa condição, o que representa cerca de 6% do total de 345,5 mil brasileiros sem moradia formal no país. Cuiabá também aparece no 18º lugar no ranking nacional.

De acordo com o estudo, a maioria das pessoas em situação de rua na capital são homens negros, um reflexo de desigualdades estruturais que influenciam os caminhos de vulnerabilidade social no Brasil.

Pesquisadores e organizações que acompanham o fenômeno destacam que o aumento da população em situação de rua está ligado à precarização das condições de vida nas áreas urbanas, efeitos de crises econômicas e sociais — incluindo impactos agravados pela pandemia de Covid-19 — e barreiras de acesso a políticas públicas de suporte e inclusão social.

Autoridades públicas e gestores municipais têm ressaltado a necessidade de ações integradas para acolhimento, abrigo e acesso a serviços essenciais, como forma de enfrentar a expansão desse fenômeno nas grandes cidades brasileiras. A capital cuiabana já promove ações de assistência social, como distribuição de cobertores e fornecimento de refeições por meio de centros especializados, embora desafios sigam persistindo.

Especialistas afirmam que é preciso articular políticas de moradia, apoio psicossocial, capacitação e reinserção no mercado de trabalho para assegurar que o crescimento das estatísticas seja enfrentado com estratégias de longo prazo e não apenas com medidas emergenciais.

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