Alvo de busca do Gaeco, Ilde Taques nega ligação com eleição da Câmara de VG
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 20/10/2026
O vereador de Cuiabá Ilde Taques (Podemos), eleito para presidir a Câmara Municipal no biênio 2027/2028, negou envolvimento em articulações políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. A manifestação foi divulgada nesta terça-feira (20), após o parlamentar ser alvo de um mandado de busca e apreensão durante a Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso.
Em nota assinada pelo advogado Eduardo Mahon, Ilde afirmou que recebeu a medida com tranquilidade e colaborou com as autoridades. Segundo a defesa, durante as buscas não foram encontrados elementos que relacionassem o vereador a atividades irregulares. Essa afirmação, contudo, não havia sido confirmada publicamente pelo Ministério Público até a divulgação da reportagem.
O parlamentar declarou que ainda não teve acesso aos autos, que tramitam sob sigilo, e que, por esse motivo, não poderia comentar detalhes da investigação. Na nota, negou enfaticamente qualquer relação com articulações políticas, especialmente aquelas que envolvam possíveis irregularidades na escolha da Mesa Diretora do Legislativo várzea-grandense.
A Operação Cathedra Venalis cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os alvos estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois parlamentares de Cuiabá: Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos. Mais de 200 policiais foram mobilizados para as diligências.
De acordo com as informações divulgadas pelo Gaeco, a investigação apura suspeitas de atuação de uma organização criminosa em possíveis crimes contra a Administração Pública, incluindo corrupção, obtenção de vantagens indevidas e cooptação de agentes públicos. O foco é a apuração de possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Ilde afirmou que permanece à disposição das autoridades judiciárias para prestar esclarecimentos e que seguirá exercendo normalmente seu mandato. O vereador foi eleito por unanimidade para comandar a Câmara de Cuiabá e deverá assumir a presidência em janeiro de 2027.
O caso segue sob investigação. O cumprimento de mandado de busca e apreensão é uma medida destinada à coleta de provas e não representa, por si só, comprovação de crime ou culpa dos investigados.
Baixada Cuiabana
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