Ananias evita confronto com prefeitos, mas garante candidaturas próprias do PL em 2028
Política POR: Redação
POSTADO EM: 19/10/2026
O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que a legenda lançará candidatos próprios à Prefeitura em todos os municípios onde os atuais prefeitos decidirem deixar o partido. A declaração antecipa o posicionamento da sigla para as eleições municipais de 2028 e ocorre após divergências internas provocadas pelo apoio de gestores liberais à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado.
“Qualquer cidade de Mato Grosso que o prefeito deixar o partido vai ter candidatura, certo? Não tem dificuldade. Sendo de direita, defendendo os valores que o bolsonarismo prega, vai ter espaço dentro do PL”, declarou Ananias durante entrevista ao PodOlhar.
O dirigente foi questionado sobre o futuro político de prefeitos como Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, que apoiaram Pivetta mesmo com o PL tendo lançado o senador Wellington Fagundes para a disputa estadual. A movimentação contrariou a orientação oficial da legenda e ampliou as divergências entre a direção partidária e parte dos gestores municipais.
Apesar de assegurar que o PL pretende disputar as prefeituras caso esses prefeitos saiam da sigla, Ananias evitou antecipar punições ou anunciar medidas imediatas contra os gestores. Ele afirmou que as divergências podem ser superadas e citou a capacidade de articulação da direção nacional do partido para reconstruir alianças políticas.
Sobre Flávia Moretti, o presidente estadual afirmou que a decisão de permanecer ou não no PL cabe à própria prefeita. Ele não confirmou nomes para uma eventual candidatura em Várzea Grande caso ela deixe a legenda, mas reiterou que o partido não abrirá mão de participar da disputa municipal.
O cenário também envolve Cláudio Ferreira, em Rondonópolis, e Sérgio Machnic, em Primavera do Leste. Os três prefeitos foram alvo de uma iniciativa de apuração interna anunciada pelo PL após manifestarem apoio a Pivetta. A condução desses casos passou a integrar a discussão sobre a relação entre a direção estadual e as lideranças municipais da sigla.
A disputa de 2026 expôs dificuldades para unificar o partido em torno da candidatura de Wellington Fagundes ao governo. Ananias reconheceu que a falta de apoio de parte dos prefeitos prejudicou o projeto eleitoral do senador, embora tenha defendido a atuação da direção estadual e minimizado as pressões por mudanças no comando do PL em Mato Grosso.
Ao tratar das eleições de 2028, o dirigente sinalizou que a prioridade será preservar a presença da legenda nos municípios, mesmo que isso implique lançar candidatos contra antigos aliados. A definição dos nomes, no entanto, dependerá das decisões partidárias e das articulações que ocorrerão até o próximo pleito municipal.
Ananias também afirmou que não teme uma eventual substituição na presidência estadual do partido e disse que sua permanência deve ser avaliada com base nos resultados entregues à direção nacional. Enquanto isso, a legenda mantém como prioridade imediata a mobilização para o segundo turno da eleição presidencial, antes de avançar nas discussões sobre sua estratégia municipal.
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