Após crítica de Abílio, Max aponta equívoco em mudança de divisa territorial
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 11/02/2026
Mudança nos limites entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger já está em vigor, mas presidente da Assembleia reconhece falhas técnicas e defende correções para evitar prejuízos à Capital.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou que a lei que redefine os limites territoriais entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger apresenta inconsistências técnicas e precisará ser ajustada. A norma já foi aprovada pelo Parlamento e está em vigor.
A discussão ganhou força após críticas do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que apontou que a nova delimitação pode transferir para Leverger a área onde está sendo construído o novo Hospital Universitário Júlio Müller — obra estratégica para a saúde pública do Estado.
Atualmente, os serviços prestados na região, como coleta de lixo, abastecimento e emissão de alvarás, são executados pela Prefeitura de Cuiabá. A eventual mudança territorial pode gerar impactos administrativos e financeiros para o município.
Max reconheceu que o traçado definido no projeto apresenta falhas apontadas por técnicos e pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).
“O projeto que foi feito, a linha da divisória não é uma linha correta, como falaram o Intermat e os técnicos. A gente precisa ajustar essa linha, definir início e final da divisa, algo que marque realmente onde vai ser a divisão para que não tenhamos problemas no futuro”, afirmou.
Perda de bairros e impasse político
Segundo o presidente da ALMT, a redação atual pode resultar na transferência indevida de dois bairros de Cuiabá para Santo Antônio do Leverger. Ele declarou que não concorda com essa possibilidade e defendeu diálogo para corrigir o traçado.
“Eu também não concordo que dois bairros de Cuiabá sejam retirados da cidade. A gente precisa alinhar essa divisão”, pontuou.
Na terça-feira (10), Max recebeu o prefeito Abilio Brunini na Assembleia para discutir o tema. O encontro buscou alinhar soluções e avaliar alternativas técnicas para evitar insegurança jurídica e conflitos administrativos entre os municípios.
Morro de Santo Antônio e turismo
Apesar das divergências, Max defendeu que o Morro de Santo Antônio permaneça sob responsabilidade do município de Leverger. Segundo ele, a medida pode fortalecer o potencial turístico da cidade vizinha.
A redefinição territorial reacende debate histórico sobre limites municipais na região metropolitana e levanta questionamentos sobre critérios técnicos adotados no projeto aprovado.
Próximos passos
A expectativa agora é de que a Assembleia discuta ajustes na lei para corrigir o traçado da divisa. Caso haja consenso técnico e político, uma nova proposta poderá ser apresentada para evitar disputas futuras e garantir segurança administrativa às duas cidades.
O tema tem repercussão direta na gestão urbana, na arrecadação tributária e na prestação de serviços públicos, especialmente em áreas estratégicas como a do novo Hospital Universitário Júlio Müller.
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