Após romper com Abílio, Michelly evita apoiar prefeito e descarta volta de Emanuel ao poder
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 20/07/2026
A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) evitou antecipar qual posição adotaria caso o prefeito Abilio Brunini (PL) e o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) voltem a disputar a Prefeitura de Cuiabá em 2028. Apesar de não responder diretamente sobre um eventual apoio a qualquer um dos dois, a parlamentar deixou claro que pretende atuar politicamente para impedir o retorno de Emanuel ao comando do Palácio Alencastro, reforçando que seu foco é a construção de novas lideranças para administrar a Capital.
A declaração ocorre poucos dias após Michelly oficializar seu rompimento com a base de sustentação do prefeito na Câmara Municipal, em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora do Legislativo. A vereadora passou a atuar de forma independente depois de divergir do grupo político ligado a Abilio durante as negociações para a presidência da Casa, episódio que evidenciou o desgaste na relação entre ambos.
Questionada sobre um cenário hipotético em que Abilio e Emanuel voltassem a disputar a Prefeitura e seu voto fosse decisivo, Michelly preferiu não escolher um lado. Segundo ela, não faz sentido construir posicionamentos com base em hipóteses eleitorais que ainda dependem de diversos fatores políticos e jurídicos. A parlamentar afirmou que prefere concentrar sua atuação nos desafios atuais da cidade e nas discussões que impactam diretamente a população.
Embora tenha evitado declarar apoio ao atual prefeito, Michelly foi categórica ao afirmar que trabalhará para impedir que Emanuel Pinheiro volte ao cenário político de Cuiabá. A vereadora disse que defenderá o surgimento de nomes capazes de representar um novo momento para a Capital e argumentou que a cidade precisa olhar para o futuro, priorizando projetos e lideranças comprometidas com o desenvolvimento do município.
As declarações ganham peso em um momento de reorganização das forças políticas na Câmara de Cuiabá. O rompimento entre Michelly e a base governista ocorreu após a parlamentar manter apoio ao vereador Ilde Taques (Podemos) na disputa pela presidência do Legislativo, contrariando a articulação conduzida pelo prefeito em favor da reeleição de Paula Calil (PL). Depois do episódio, a vereadora afirmou sentir decepção com a condução política de Abilio e declarou que continuará votando conforme sua convicção, apoiando apenas projetos que considerar positivos para a cidade.
O posicionamento também antecipa o ambiente da sucessão municipal, mesmo a dois anos das eleições de 2028. De um lado, Abilio trabalha para consolidar sua gestão e fortalecer seu grupo político. De outro, Emanuel Pinheiro tem sinalizado interesse em permanecer ativo na política, alimentando especulações sobre uma possível candidatura futura. Nesse cenário, a postura de Michelly indica que, embora tenha rompido com o prefeito, sua oposição não significa aproximação com o ex-chefe do Executivo, preservando um espaço de independência que poderá influenciar futuras composições eleitorais na Capital.
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