Após troca de críticas, Botelho e Abílio sentam à mesa para discutir regularização fundiária e obras
Política POR: Redação
POSTADO EM: 13/01/2026
Ex-adversários no primeiro turno da eleição municipal de 2024, o deputado estadual Eduardo Botelho (União) e o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), se encontraram na tarde de segunda-feira (12), no Palácio Alencastro, para tratar da destinação de emendas parlamentares e do alinhamento de investimentos na Capital. O encontro marca uma mudança de tom após meses de embates públicos entre os dois.
A reunião ocorreu de forma amistosa, apesar das críticas recentes trocadas por meio da imprensa. Em dezembro, Botelho classificou Abílio como “egocêntrico” e afirmou que o prefeito agia por conveniência política no debate sobre o Contorno Leste. À época, Abílio rebateu as declarações e negou qualquer interesse eleitoral no tema.
O clima mais leve ficou evidente nas redes sociais do deputado, que publicou um vídeo do momento em que foi convidado pelo prefeito para um café no Palácio. “Vou tomar um café do Abílio aqui, café saudável”, brincou Botelho durante a gravação, sinalizando a disposição para o diálogo institucional.
Segundo o parlamentar, a agenda conjunta teve como foco a liberação de escrituras de imóveis e o avanço da regularização fundiária urbana, especialmente nos bairros Alvorada e Santa Isabel. Botelho destacou que o alinhamento entre Assembleia Legislativa e Prefeitura pode acelerar as entregas à população. “Essa agenda vai potencializar o trabalho de regularização para que as escrituras cheguem mais rápido aos moradores de Cuiabá”, afirmou.
Abílio também comentou o encontro e negou que a Prefeitura esteja impondo entraves à emissão de títulos definitivos. Segundo ele, muitos atrasos decorrem de questões cartoriais. “Vamos reunir todos os envolvidos para esclarecer dúvidas e mostrar que a Prefeitura está pronta para ajudar”, declarou.
Durante a reunião, Botelho ainda foi demandado pela vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) a destinar uma emenda parlamentar de R$ 1,3 milhão para a retomada das obras dos PSFs 3 e 4 do bairro Pedra 90, paralisadas há oito anos por falta de recursos. O gesto reforça o movimento de aproximação institucional entre antigos rivais, agora unidos por pautas administrativas na Capital.
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