Assis acusa Lula de “antecipação de campanha” após homenagem na Sapucaí e cobra reação da Justiça Eleitoral
Política POR: Redação
POSTADO EM: 16/02/2026
Deputado classifica desfile como “promoção pessoal com uso da máquina pública” e diz que evento foi “espetáculo tenebroso”
O deputado federal Coronel Assis (União), vice-líder da oposição na Câmara, criticou duramente a homenagem prestada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado neste domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Para o parlamentar, a apresentação configurou “antecipação de campanha” em pleno ano eleitoral e deveria ser analisada pela Justiça Eleitoral. Segundo ele, o episódio é “gravíssimo” e ultrapassa os limites da manifestação cultural.
“Promoção pessoal com dinheiro público”, diz deputado Em declaração à imprensa, Assis afirmou que o desfile não foi um ato espontâneo, mas sim um evento televisionado com narrativa favorável ao presidente.
“Foi um desfile de mentiras e horrores. Essa antecipação de campanha não pode permanecer impune. Dinheiro público sendo destinado para esse tipo de propaganda do governo lembra muito regimes comunistas”, disse.
O deputado questionou se a presença de menções partidárias e ataques a adversários políticos durante a apresentação não caracterizariam propaganda eleitoral antecipada.
“Se cantar número de partido em evento financiado pelo Estado não é propaganda antecipada, o que mais caracteriza?”, afirmou.
O desfile também provocou reação entre políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A comissão de frente apresentou um palhaço fazendo o gesto conhecido como “sinal de arminha”, associado ao ex-presidente e interpretado por opositores como forma de ridicularização.
Outro carro alegórico retratou fiéis evangélicos dentro de latas de conserva — representação que foi criticada por parlamentares conservadores como ofensa à liberdade religiosa.
“A crítica política faz parte da democracia, mas o escárnio e a falta de respeito à fé das pessoas ultrapassam qualquer limite razoável”, declarou Assis.
O parlamentar também comparou o episódio à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou Bolsonaro inelegível após reunião com embaixadores durante o mandato.
“Bolsonaro está inelegível por uma reunião com embaixadores, enquanto Lula samba em evento financiado com dinheiro público e é exaltado em rede nacional. Mas como é Lula, dizem que é só carnaval”, afirmou.
Críticos do governo alegam que o desfile teria servido como propaganda política indireta, o que intensificou a polarização nas redes sociais.
Assis citou reportagens que apontariam articulação da primeira-dama Janja para aproximar o Governo Federal da escola responsável pelo desfile.
Segundo ele, o presidente não apenas assistiu ao espetáculo, mas participou ativamente da apresentação.
“Lula desceu ao meio da avenida, caminhou entre as alas e foi celebrado como personagem central de um espetáculo realmente tenebroso”, declarou.
Até o momento, não houve manifestação oficial da Presidência da República sobre as críticas.
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