Botelho barra investida de Pivetta na direita e defende unidade no União Brasil para 2026
Política POR: Redação
POSTADO EM: 09/12/2025
Deputado revelou ter recomendado ao vice-governador evitar aproximação com o PL e reforçou o União Brasil como “carro-chefe” para 2026
O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) revelou, em entrevista nesta semana, detalhes de uma conversa que teve com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo Botelho, a recomendação foi direta: preservar a unidade interna como o melhor caminho para que o grupo mantenha o comando político do Estado.
A avaliação do parlamentar surge justamente após o PL nacional confirmar o nome do senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao Governo de Mato Grosso — movimento que encerra qualquer expectativa de Pivetta de absorver a estrutura do partido ou de ganhar espaço em meio a uma eventual insatisfação interna com Fagundes.
Botelho frisou que o União Brasil segue sendo o “carro-chefe” das articulações no Estado, elogiando a força política e a musculatura da sigla. Por isso, desencorajou Pivetta de buscar apoio fora do seu campo ideológico.
A mensagem, segundo ele, foi objetiva: “Cuida do seu grupo. Esquece de ficar procurando um grupo que não é seu.” A declaração foi interpretada como um recado direto à tentativa do vice-governador de se projetar como alternativa da direita em Mato Grosso.
O deputado afirmou que alertou Pivetta sobre o desalinhamento político com as lideranças do PL:
“Você não é da extrema-direita. Esse grupo do Wellington, dessa turma aí, é extrema-direita. Você não é disso, então nem tenta agradar esse grupo.”
Como alternativa, Botelho defendeu a reorganização e a coesão da atual base governista dentro do União Brasil — movimento que, segundo ele, incluiria até mesmo o senador Jayme Campos, que nos bastidores tem sido preterido pelo grupo do governador Mauro Mendes. Jayme já manifestou intenção de ser pré-candidato ao governo pela sigla, mas enfrenta resistência.
Para Botelho, a prioridade deve ser evitar a pulverização de candidaturas dentro do bloco governista:
“Entendo que nós temos que trabalhar um candidato só desse grupo e ficar junto desse grupo, em vez dele ficar mandando lembranças para quem não conhece.”, ironizou.
A movimentação de Botelho expõe uma disputa silenciosa, porém estratégica, dentro do grupo governista. Ao frear o ímpeto de Pivetta em buscar a chancela da direita bolsonarista, o deputado tenta preservar a hegemonia do União Brasil e impedir que a base fragmentada abra espaço para adversários em 2026. O recado é claro: sem alinhamento ideológico e sem consenso interno, qualquer candidatura corre risco de perder musculatura antes mesmo de entrar na arena eleitoral.
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