Câmara de Cuiabá aguarda apuração do Gaeco após vereadores serem alvos de operação
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 21/10/2026
A Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), colocou vereadores de Cuiabá no contexto de uma investigação sobre suspeitas de irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. Apesar da repercussão política, a Procuradoria do Legislativo cuiabano afirma que, até o momento, não há elementos que indiquem impacto sobre a Câmara da Capital.
O procurador da Câmara de Cuiabá, Eustáquio Neto, declarou que os trabalhos legislativos seguem normalmente e que a instituição aguarda o avanço das investigações conduzidas pelas autoridades competentes. Os vereadores Ilde Taques e Alex Rodrigues foram alvos de diligências relacionadas à operação, mas a sede do Legislativo cuiabano não foi alvo de mandados de busca e apreensão.
Segundo Eustáquio, a Câmara ainda não recebeu notificações ou solicitações oficiais de diligências relacionadas ao caso. Por isso, a instituição não pretende antecipar medidas administrativas antes de conhecer informações concretas sobre os fatos investigados.
O procurador afirmou que o Legislativo permanece à disposição das autoridades policiais, do Ministério Público e do Poder Judiciário para prestar esclarecimentos e fornecer documentos, caso sejam solicitados. Eventuais providências internas poderão ser avaliadas se o avanço das apurações indicar a necessidade de medidas envolvendo os parlamentares.
A investigação tem como foco suspeitas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Questionado sobre possíveis reflexos na eleição que definiu Ilde Taques para a presidência da Câmara de Cuiabá, no biênio 2027/2028, Eustáquio afirmou que, com as informações disponíveis até o momento, não há indicação de interferência no processo realizado na Capital.
O procurador ponderou, contudo, que o cenário poderá ser reavaliado caso as autoridades identifiquem elementos que relacionem os fatos investigados à eleição cuiabana. Ele também considerou prematuro antecipar possíveis consequências políticas ou administrativas para os vereadores citados.
A Operação Cathedra Venalis segue no centro das atenções políticas em Mato Grosso, especialmente pelos possíveis desdobramentos na disputa pelo comando do Legislativo de Várzea Grande. Até que as investigações avancem, a Câmara de Cuiabá afirma que manterá suas atividades normalmente e aguardará informações oficiais antes de decidir sobre eventuais medidas.
Ser alvo de investigação não significa, por si só, comprovação de irregularidade ou culpa. A apuração dos fatos cabe às autoridades competentes.
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