Cuiabá, 2026-10-21T20:05:16

Convenção do União pode redefinir eleição em MT; Mauro tende a acatar decisão favorável a Jayme

Convenção do União pode redefinir eleição em MT; Mauro tende a acatar decisão favorável a JaymePolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 28/07/2026

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Nos bastidores, cresce a avaliação de que uma eventual vitória do senador Jayme Campos na convenção do União Brasil será respeitada pela principal liderança do partido no Estado, apesar do apoio declarado de Mauro Mendes à candidatura de Otaviano Pivetta.

A disputa interna do União Brasil pela definição do projeto eleitoral para o Governo de Mato Grosso entra em sua fase decisiva com a convenção marcada para esta semana. Embora o ex-governador Mauro Mendes mantenha apoio público à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), a tendência nos bastidores é que ele respeite o resultado da votação caso o senador Jayme Campos consiga maioria entre os convencionais e seja escolhido como candidato da legenda ao Palácio Paiaguás. A avaliação dentro do partido é de que um confronto após uma decisão democrática poderia aprofundar a divisão interna justamente às vésperas da campanha eleitoral.

A convenção reunirá 48 integrantes do União Brasil com direito a voto para decidir se o partido lançará candidatura própria ao Governo ou seguirá alinhado ao projeto liderado por Pivetta. Nas últimas semanas, Jayme intensificou as articulações junto a prefeitos, deputados, vereadores e lideranças regionais, fortalecendo a tese de candidatura própria e ampliando sua influência dentro da sigla. O senador também conta com respaldo junto à direção nacional do partido, fator considerado importante nas negociações políticas.

Mesmo sendo o principal defensor da continuidade do grupo político liderado por Pivetta, Mauro Mendes não demonstra disposição para travar uma disputa que possa provocar um racha definitivo no União Brasil. A leitura predominante é que, caso Jayme conquiste a maioria dos votos, a decisão deverá ser reconhecida institucionalmente, preservando a unidade partidária e evitando desgastes que possam comprometer o desempenho eleitoral da federação formada por União Brasil e Progressistas.

Ainda assim, a definição da convenção não encerra completamente o impasse. Como União Brasil e Progressistas integram uma federação partidária, a homologação definitiva da candidatura depende também da deliberação do colegiado estadual da federação. Nesse grupo, a correlação de forças é considerada mais favorável aos aliados de Otaviano Pivetta, o que mantém aberta a possibilidade de novas negociações após a votação interna do União Brasil.

Para evitar uma ruptura, dirigentes avaliam como alternativa permitir que prefeitos, deputados e demais lideranças escolham livremente qual candidatura apoiar durante a campanha, sem punições por infidelidade partidária. A estratégia buscaria preservar a estrutura política construída pelo grupo nos últimos anos, independentemente do resultado da convenção.

A definição do União Brasil é considerada uma das mais importantes da pré-campanha em Mato Grosso. O resultado poderá influenciar diretamente as alianças das demais legendas, alterar a composição das chapas majoritárias e redesenhar a disputa pelo Governo do Estado. Com convenções partidárias em andamento, cada decisão passa a ter impacto direto no equilíbrio de forças para a eleição de outubro.

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