Cuiabá, 2026-10-21T20:05:53

“Crescimento desordenado custa caro”, diz Abilio ao anunciar freio na região Sul

“Crescimento desordenado custa caro”, diz Abilio ao anunciar freio na região SulBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 15/04/2026

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O prefeito de Abilio Brunini decidiu mudar o rumo do crescimento urbano de Cuiabá e colocou a região Sul no centro do debate. Durante a apresentação do novo Plano Diretor, o gestor foi direto ao anunciar que pretende frear a expansão naquela área e adotar regras mais rígidas para impedir novos avanços.

A medida, segundo ele, é uma tentativa de corrigir distorções acumuladas ao longo dos anos. Abilio classificou o crescimento da cidade naquela direção como um modelo “ineficiente”, marcado por ocupações distantes do núcleo urbano e que elevaram significativamente os custos públicos com infraestrutura, transporte e serviços essenciais.

Ao justificar a mudança, o prefeito fez críticas a decisões de gestões anteriores e citou exemplos que, na avaliação dele, contribuíram para um modelo urbano desequilibrado. Entre os casos mencionados estão a criação de bairros afastados, como o Pedra 90, e a instalação de equipamentos públicos em áreas distantes, o que, segundo ele, aumentou o custo logístico da cidade.

A nova diretriz prevê a criação de mecanismos legais mais rigorosos para barrar empreendimentos que incentivem a expansão na região Sul. A mensagem da gestão é clara: o crescimento urbano deve ser redirecionado. “Não queremos que ela continue crescendo. Ela tem que parar aqui”, afirmou o prefeito ao detalhar a proposta.

Com a mudança, a Prefeitura pretende estimular o desenvolvimento em outras áreas consideradas mais estratégicas, como as regiões Norte e Oeste, onde, segundo a avaliação técnica, há melhor viabilidade logística e menor impacto nos cofres públicos.

Outro ponto central da proposta envolve a questão ambiental. A região Sul abriga áreas sensíveis, incluindo zonas de proteção ambiental próximas à base da Chapada, o que impõe limites naturais à expansão urbana e reforça a necessidade de controle sobre novos projetos.

O novo Plano Diretor ainda precisa passar por etapas de discussão técnica, audiências públicas e aprovação da Câmara Municipal antes de entrar em vigor. A proposta, no entanto, já sinaliza uma mudança de paradigma: menos expansão horizontal desordenada e mais foco em planejamento, adensamento urbano e uso eficiente da estrutura já existente.

Nos bastidores políticos, a iniciativa também abre espaço para debate. Enquanto a gestão defende a medida como necessária para sustentabilidade financeira e ambiental, críticos apontam riscos de aprofundamento das desigualdades urbanas, especialmente em regiões mais populosas da cidade.

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