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Etanol ou gasolina: porque a velha regra dos 70% já não vale na hora de abastecer

Etanol ou gasolina: porque a velha regra dos 70% já não vale na hora de abastecerEconomia

POR: Redação

POSTADO EM: 23/02/2026

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Motoristas brasileiros que têm carro flex costumam usar uma regra simples na hora de escolher entre etanol e gasolina: abastecer com etanol quando o preço dele for até 70% do preço da gasolina — uma comparação que, tradicionalmente, indicaria economia ao rodar com álcool. Contudo, especialistas afirmam que essa regra vem se tornando menos confiável e pode, em algumas situações, levar a decisões que custam mais dinheiro ao consumidor no longo prazo.

A lógica por trás da regra dos 70% é que o etanol tem menor energia por litro que a gasolina, o que geralmente resulta em maior consumo por quilômetro rodado. Assim, se o etanol custa até 70% do litro da gasolina, teoricamente ainda seria vantajoso escolher o biocombustível. No entanto, esse cálculo não considera as particularidades do veículo e as diferenças reais de desempenho entre combustíveis em motores modernos.

Há dois fatores importantes que estão mudando esse cenário:

1. Consumo real varia conforme o carro:
A eficiência de um veículo com etanol nem sempre segue a regra de que ele percorrerá 70% da distância com álcool em relação à gasolina. Em muitos carros, o rendimento do etanol pode ser maior ou menor que esse parâmetro tradicional, o que significa que o ponto de equilíbrio entre preço e consumo real pode estar acima ou abaixo de 70% dependendo do modelo e do uso cotidiano.

2. Alterações tributárias e formação de preços:
Mudanças recentes na cobrança de impostos como o ICMS influenciam diretamente os valores na bomba, alterando a relação entre os preços do etanol e da gasolina e tornando o comparativo simplesmente percentual menos preciso. Isso significa que mesmo quando o etanol estiver próximo ou abaixo dos 70% do valor da gasolina, o custo por quilômetro rodado pode não justificar a escolha do álcool se o consumo no seu carro for significativamente maior.

Por isso, especialistas recomendam que o motorista utilize o consumo real do veículo como base para decidir o combustível mais vantajoso. Uma forma prática é comparar quantos quilômetros o carro percorre com um litro de gasolina e com um litro de etanol e então calcular o custo por quilômetro em cada caso — estratégia que tende a ser mais precisa do que recorrer unicamente à regra dos 70%.

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