Galvan compara nomes e diz que Pivetta já provou gestão, enquanto Wellington “não”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 13/04/2026
O cenário político de Mato Grosso para 2026 começa a ganhar contornos mais definidos — e também mais tensionados.
O pré-candidato ao Senado, Antônio Galvan (Avante), elevou o tom ao comparar dois dos principais nomes na disputa pelo Governo do Estado: Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL).
Em declaração recente, Galvan foi direto ao afirmar que Pivetta já passou pelo “teste” da gestão pública, enquanto Wellington ainda não demonstrou experiência no Executivo. A fala escancara uma divisão dentro do próprio campo da direita, que até então buscava manter alinhamento político.
Segundo Galvan, o atual chefe do Executivo estadual reúne histórico administrativo consolidado, com passagens pela prefeitura de Lucas do Rio Verde e anos de atuação no governo estadual, o que, na avaliação dele, o coloca em posição mais preparada para comandar Mato Grosso.
Ao traçar o comparativo, Galvan destacou que Wellington Fagundes construiu sua trajetória majoritariamente no Legislativo, sem experiência comprovada à frente de gestões executivas.
A crítica atinge diretamente um dos principais nomes da corrida eleitoral. Fagundes, senador desde 2015, aparece hoje como líder nas intenções de voto em pesquisas recentes, consolidando força política e capilaridade eleitoral em Mato Grosso.
A declaração não ocorre de forma isolada. Nos bastidores, a disputa pelo comando do Estado já provoca movimentações antecipadas entre lideranças políticas e aliados.
Galvan, que também tenta viabilizar seu nome para o Senado, se posiciona dentro de um eleitorado alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro — o mesmo campo político de Wellington. Ainda assim, optou por sinalizar preferência por um perfil mais ligado à gestão administrativa.
O movimento evidencia um cenário de fragmentação, onde alianças ainda não estão consolidadas e podem sofrer alterações conforme o avanço do calendário eleitoral.
Apesar do embate político, pesquisas indicam que Wellington Fagundes mantém vantagem na corrida, com cerca de 37% das intenções de voto em cenários estimulados, enquanto Pivetta aparece na segunda colocação.
Outro dado relevante é o alto índice de indecisos, que ultrapassa 70% em cenários espontâneos — um indicativo de que o eleitorado ainda está em fase de definição e que o jogo político segue em aberto.
A fala de Galvan antecipa o tom da campanha que deve dominar o debate público nos próximos meses: experiência administrativa versus força política eleitoral.
Com dois perfis distintos — um com trajetória no Executivo e outro consolidado no Legislativo —, a disputa pelo Governo de Mato Grosso promete avançar para um confronto mais direto, com críticas, comparações e tentativas de construção de narrativa junto ao eleitorado.
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