Cuiabá, 2026-10-21T20:00:15

“Já desisti”, diz Júlio Campos sobre guerra entre Flávia e Câmara de VG

“Já desisti”, diz Júlio Campos sobre guerra entre Flávia e Câmara de VGPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 18/05/2026

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que desistiu de tentar construir uma pacificação entre a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o grupo político ligado ao presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB). A declaração evidencia o agravamento da crise institucional que domina o cenário político da segunda maior cidade de Mato Grosso.

Segundo Júlio, o ambiente político em Várzea Grande chegou a um nível de desgaste que tornou praticamente impossível qualquer construção de entendimento entre os dois lados. O parlamentar, que vinha tentando atuar como interlocutor para reduzir a tensão entre Executivo e Legislativo, afirmou que as disputas ultrapassaram o campo político e passaram a contaminar o funcionamento administrativo do município.

A crise ganhou força após a disputa pela Mesa Diretora da Câmara, vencida por Wanderley Cerqueira por apenas um voto de diferença. Desde então, o clima entre Prefeitura e Legislativo se deteriorou rapidamente, com troca pública de acusações, denúncias encaminhadas aos órgãos de investigação e questionamentos judiciais envolvendo a eleição interna da Casa.

Flávia Moretti passou a acusar aliados do presidente da Câmara de pressionar vereadores durante a votação e também afirma existir uma articulação política voltada à tentativa de cassação de seu mandato. Em outra frente, a prefeita denunciou supostas irregularidades administrativas envolvendo movimentações financeiras dentro do Legislativo municipal.

Do outro lado, vereadores ligados a Wanderley acusam a prefeita de elevar o confronto político e provocar instabilidade institucional. O grupo também sinaliza abertura de novas investigações e medidas dentro da Câmara, ampliando ainda mais a tensão entre os Poderes.

Diante do impasse, Júlio Campos defendeu a entrada direta do governador Otaviano Pivetta nas articulações políticas para tentar evitar que a crise provoque reflexos ainda maiores na administração pública municipal. A avaliação de parte do grupo governista é de que o cenário em Várzea Grande já começa a preocupar lideranças estaduais devido ao impacto político e administrativo da disputa.

A preocupação aumentou porque o conflito ocorre justamente no início da nova gestão municipal, período considerado decisivo para organização administrativa, aprovação de projetos e liberação de investimentos públicos. Com a relação entre Prefeitura e Câmara praticamente rompida, temas estratégicos passaram a enfrentar dificuldades de tramitação.

Além do desgaste político, o confronto já chegou aos órgãos de controle e investigação. Denúncias envolvendo suposta coação de vereadores, movimentações financeiras, pedidos de investigação e acusações de tentativa de cassação transformaram Várzea Grande em um dos cenários políticos mais turbulentos de Mato Grosso neste início de mandato.

A declaração de Júlio Campos reforça a percepção de que a crise deixou de ser apenas uma divergência política pontual e passou a representar um embate permanente pelo controle político e institucional da cidade. Sem sinal de recuo entre os grupos, a tendência é de que a disputa continue influenciando diretamente o ambiente administrativo e eleitoral no município ao longo dos próximos meses.

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