Cuiabá, 2026-10-21T20:00:18

Laudo aponta curto-circuito e Flávia diz que oposição explorou tragédia politicamente

Laudo aponta curto-circuito e Flávia diz que oposição explorou tragédia politicamenteBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 30/06/2026

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decidiu não levar à Justiça as acusações feitas por adversários políticos após o incêndio que destruiu parte da estrutura da Secretaria Municipal de Educação. A posição foi anunciada depois que a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que o fogo teve origem acidental, provocado por um curto-circuito em uma câmara fria usada para armazenar alimentos da merenda escolar.

A conclusão da perícia praticamente desmontou as suspeitas levantadas nos dias seguintes ao incêndio, quando vereadores da oposição passaram a sugerir uma possível “queima de arquivo” dentro da gestão municipal. O episódio rapidamente ganhou dimensão política em Várzea Grande e elevou a pressão sobre a prefeita em meio ao cenário de disputa e desgaste envolvendo a administração municipal.

Mesmo após a divulgação do laudo técnico, Flávia afirmou que não pretende transformar o caso em batalha judicial. Segundo ela, acusações e ataques fazem parte do ambiente político e não devem desviar o foco da prefeitura neste momento, que é reconstruir a estrutura destruída pelas chamas e garantir o funcionamento da rede municipal de ensino no segundo semestre.

A prefeita afirmou que desde o início defendeu cautela antes de qualquer julgamento público sobre as causas do incêndio. O posicionamento ocorreu após manifestações de parlamentares que passaram a associar o fogo a possíveis irregularidades administrativas, principalmente depois de fiscalizações feitas no local dias antes do incidente.

Entre os críticos da gestão, o vereador Wender Madureira (Republicanos) foi um dos que levantaram suspeitas de destruição proposital de materiais e documentos. O parlamentar chegou a afirmar que poderia acionar órgãos de controle para aprofundar as investigações sobre o caso. A fala repercutiu fortemente nos bastidores políticos da cidade e alimentou o clima de confronto entre oposição e prefeitura.

Com o resultado da perícia, Flávia adotou um discurso de pacificação e evitou ampliar o desgaste político. A prefeita classificou as acusações como parte das disputas naturais da política e afirmou que prefere concentrar esforços na recuperação dos prejuízos causados pelo incêndio.

O fogo destruiu móveis, equipamentos, materiais pedagógicos e parte do estoque da merenda escolar do município. O impacto levou a prefeitura a decretar situação de calamidade administrativa por 180 dias, permitindo medidas emergenciais para acelerar contratações e reposição de materiais essenciais para as escolas municipais.

Segundo o laudo técnico, o incêndio começou após um fenômeno termoelétrico na rede elétrica da câmara fria. A perícia apontou que a alta quantidade de materiais inflamáveis armazenados no local contribuiu para a rápida propagação das chamas, aumentando os danos estruturais no galpão da Secretaria de Educação.

Agora, a gestão municipal trabalha para dimensionar o prejuízo financeiro total. Uma comissão foi criada para fazer auditoria completa dos materiais destruídos e levantar todas as entradas e saídas de produtos armazenados no local. A prefeitura também busca apoio financeiro para recompor estoques e evitar impactos no calendário escolar da rede pública municipal.

O episódio ocorre em um momento delicado para a administração de Flávia Moretti, que enfrenta forte pressão política desde o início do mandato, incluindo disputas internas em Várzea Grande, investigações envolvendo o DAE e ataques constantes da oposição na Câmara Municipal. Mesmo diante do ambiente de crise, a prefeita tenta evitar o agravamento do conflito político enquanto busca reorganizar áreas estratégicas da gestão.

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