Lula critica Mauro Mendes por abandono do VLT em MT e dispara: “Nem VLT nem BRT funciona”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 16/04/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a colocar Mato Grosso no centro do debate nacional ao criticar a não conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. Sem citar diretamente em todos os momentos, a fala foi interpretada como um recado ao ex-governador Mauro Mendes (União), responsável pela decisão de abandonar o projeto e substituí-lo pelo BRT.
A declaração ocorreu durante anúncio de medidas econômicas em Brasília e teve tom duro. Lula classificou como “irresponsabilidade” a interrupção de obras públicas por motivos políticos e criticou a falta de continuidade administrativa entre gestões.
Ao citar o caso de Mato Grosso, o presidente destacou que os trens originalmente adquiridos para o VLT ficaram anos parados e acabaram sendo vendidos para a Bahia com desconto. Segundo ele, enquanto o modal já opera em Salvador, a capital mato-grossense segue sem solução definitiva para o transporte coletivo.
“Nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer coisa está funcionando em Cuiabá”, afirmou o presidente, ao apontar o caso como exemplo de desperdício de recursos públicos e de decisões que não levam em conta o interesse da população.
O episódio reacende uma discussão que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado ainda no período da Copa do Mundo de 2014, com promessa de modernizar a mobilidade urbana da região metropolitana. As obras, no entanto, foram marcadas por atrasos, suspeitas de irregularidades e paralisações sucessivas.
Posteriormente, o projeto foi definitivamente abandonado e substituído pelo BRT, alternativa considerada mais barata e de execução mais rápida. Ainda assim, o novo modal também enfrenta atrasos e segue sem conclusão, ampliando a percepção de ineficiência na condução da política de mobilidade urbana no estado.
Nos bastidores, a fala de Lula tem forte peso político. Além de reforçar críticas à gestão anterior, o presidente insere o caso do VLT em um debate mais amplo sobre responsabilidade administrativa e continuidade de políticas públicas — tema sensível em ano pré-eleitoral.
A declaração também pressiona o atual cenário político de Mato Grosso, onde lideranças já se movimentam de olho em 2026. O episódio reforça o desgaste de decisões passadas e pode influenciar diretamente o discurso de adversários e aliados nas próximas disputas.
Com a obra do BRT ainda inconclusa e o VLT transformado em símbolo de um projeto interrompido, o caso segue como um dos principais exemplos de entraves estruturais e políticos que impactam diretamente a vida da população cuiabana.
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