Cuiabá, 2026-10-21T20:00:17

Mauro rebate Jayme após derrota no União: “Quem perde sente algum ressentimento”

Mauro rebate Jayme após derrota no União: “Quem perde sente algum ressentimento”Política

POR: Redação

POSTADO EM: 31/07/2026

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O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) respondeu às duras críticas feitas pelo senador Jayme Campos após a convenção estadual do partido que definiu, por ampla maioria, o apoio da legenda ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Em meio ao clima de forte tensão interna, Mauro afirmou que é natural que derrotados em disputas políticas demonstrem algum nível de ressentimento.

A declaração foi dada logo após o encerramento da convenção realizada em Cuiabá, onde os convencionais aprovaram por 30 votos a 19 o apoio do União Brasil à candidatura de Pivetta. O resultado representou uma vitória política expressiva de Mauro Mendes, principal articulador da aliança, e uma derrota significativa para Jayme Campos, que defendia candidatura própria do partido ao Governo de Mato Grosso em 2026.

Sem citar diretamente as acusações do senador, Mauro lamentou o tom adotado pelo correligionário e sustentou que todo o processo foi conduzido dentro das regras aprovadas pela direção nacional da legenda.

“Lamento profundamente que o senador tenha dito isso, mas tudo o que aconteceu seguiu o regulamento eleitoral do partido, uma resolução publicada e validada nacionalmente. O processo foi transparente”, afirmou.

Jayme deixou a convenção classificando a condução da disputa como “desonesta”, “draconiana”, “desigual” e “nada republicana”. Segundo ele, o grupo liderado por Mauro teria utilizado sua estrutura política e econômica para impor o resultado. O senador também declarou que pretende se afastar do processo eleitoral e que não pretende disputar novos cargos.

Mauro rebateu afirmando que os convencionais exerceram livremente seu direito de voto e que as críticas não encontram respaldo no que ocorreu durante a convenção.

“Todos os convencionais foram lá, votaram e expressaram sua vontade. É preciso dizer claramente o que aconteceu, e não criar interpretações subjetivas que não têm relação com os fatos”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de reconstrução da relação política com Jayme Campos, Mauro evitou ampliar o confronto e disse que o diálogo sempre faz parte da política. Em seguida, fez a observação que marcou sua reação ao episódio.

“Conversas na política são sempre saudáveis. É possível que aconteçam daqui para frente, e é natural que quem perca um processo de disputa tenha algum nível de ressentimento”, comentou.

A convenção do União Brasil foi marcada por cinco horas de votação e por embates públicos entre os dois grupos internos da legenda. Parlamentares ligados a Jayme acusaram Mauro de enfraquecer o partido ao defender aliança com uma sigla de fora da federação União Progressista, enquanto aliados do ex-governador defenderam que a maioria apenas consolidou uma estratégia eleitoral para 2026.

O resultado também fortalece o projeto político de Mauro Mendes para a disputa ao Senado, ao garantir um palanque unificado ao lado de Pivetta, considerado hoje o principal nome do grupo governista para sucedê-lo no Palácio Paiaguás.

Ao ser perguntado se impediria Jayme de apoiar outro candidato ao Governo do Estado, Mauro respondeu que os partidos não têm poder para controlar a posição política de seus membros fora das regras eleitorais.

“As pessoas são livres. A democracia garante que cada cidadão tome suas próprias decisões. Fora das obrigações previstas na legislação eleitoral, cada um faz o que entende ser correto”, afirmou.

A derrota de Jayme Campos abre uma nova fase dentro do União Brasil e reorganiza o tabuleiro da sucessão estadual. Enquanto Mauro amplia sua influência sobre o projeto governista, o senador passa a ser observado por diferentes grupos políticos que veem em seu capital eleitoral e em sua trajetória uma peça relevante para as articulações das eleições de 2026.

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