Cuiabá, 2026-10-21T20:00:16

Max Russi promete levar disputa territorial entre Mato Grosso e Pará até as últimas instâncias

Max Russi promete levar disputa territorial entre Mato Grosso e Pará até as últimas instânciasPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 08/06/2026

COMPARTILHE:

A disputa territorial entre Mato Grosso e Pará voltou a ganhar intensidade e promete se transformar em uma das principais batalhas institucionais envolvendo os dois estados nos próximos meses. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que o Parlamento estadual pretende esgotar todas as alternativas jurídicas e políticas para defender a incorporação de uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados atualmente reivindicada pelo Estado.

A declaração ocorre às vésperas de uma audiência de conciliação marcada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que volta a discutir o impasse histórico envolvendo a divisa entre os dois estados. Segundo Russi, independentemente da atuação do Governo de Mato Grosso nas negociações, a Assembleia manterá participação ativa na defesa do território que considera pertencer legitimamente aos mato-grossenses.

O parlamentar argumenta que a reivindicação não está baseada apenas em questões territoriais ou financeiras. Para ele, a principal preocupação é garantir atendimento adequado à população que vive na região contestada, formada por áreas atualmente vinculadas a municípios paraenses, mas que, segundo lideranças mato-grossenses, dependem fortemente dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso.

A área em disputa possui dimensão semelhante ao território do estado de Sergipe e abrange regiões ligadas aos municípios de Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia, todos localizados no Pará. O tema ganhou novos desdobramentos após o STF reconhecer, em julgamento anterior, os limites definidos em 1922, mas a discussão voltou à Corte após novos questionamentos e tentativas de revisão apresentadas por Mato Grosso.

A disputa ultrapassa a questão geográfica. A região possui potencial econômico relevante e representa uma área estratégica para atividades ligadas ao agronegócio, mineração e arrecadação de tributos. Ainda assim, Max Russi tem insistido que o foco principal deve ser a realidade enfrentada pelos moradores locais, que frequentemente recorrem a cidades mato-grossenses para acessar serviços de saúde, educação e infraestrutura.

O embate também ganhou contornos políticos após declarações da governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), que afirmou publicamente que o estado não pretende ceder “um palmo de terra” na disputa. A fala repercutiu entre lideranças mato-grossenses e elevou a tensão entre os dois lados. Em resposta, Russi argumentou que Mato Grosso possui melhores condições de atender a população da região e que a discussão deve priorizar os interesses dos moradores, não apenas a arrecadação dos estados envolvidos.

A expectativa agora está voltada para a audiência de conciliação no STF, considerada um passo decisivo para definir os próximos rumos do processo. Enquanto o Pará reafirma sua disposição de manter integralmente o território, Mato Grosso mobiliza equipes técnicas, parlamentares e sua procuradoria para sustentar a tese de que a área deve retornar ao mapa estadual.

Com forte impacto econômico, político e social, a disputa pela faixa territorial se tornou uma causa estratégica para Mato Grosso e tende a permanecer no centro das discussões institucionais nos próximos meses, independentemente do resultado das negociações em Brasília.

PUBLICIDADE

Política

Mauro Mendes entra na disputa por dois ministérios em eventual governo de Flávio Bolsonaro

Mauro Mendes entra na disputa por dois ministérios em eventual governo de Flávio Bolsonaro

ALMT vota empréstimo de R$ 1,5 bilhão de Pivetta com previsão de 60 mil casas populares

ALMT vota empréstimo de R$ 1,5 bilhão de Pivetta com previsão de 60 mil casas populares

TCE-MT aposta em economia de energia para reduzir gastos e reforçar sustentabilidade

TCE-MT aposta em economia de energia para reduzir gastos e reforçar sustentabilidade

Gallo não descarta demissão voluntária em MT, mas diz que medida não é prioridade imediata

Gallo não descarta demissão voluntária em MT, mas diz que medida não é prioridade imediata

PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mauro Mendes entra na disputa por dois ministérios em eventual governo de Flávio Bolsonaro

Mauro Mendes entra na disputa por dois ministérios em eventual governo de Flávio Bolsonaro

Gaeco apura uso de cartas de renúncia e gravações para pressionar vereadores em Várzea Grande

Gaeco apura uso de cartas de renúncia e gravações para pressionar vereadores em Várzea Grande

ALMT vota empréstimo de R$ 1,5 bilhão de Pivetta com previsão de 60 mil casas populares

ALMT vota empréstimo de R$ 1,5 bilhão de Pivetta com previsão de 60 mil casas populares