Milho e algodão impulsionam Egito a vice-liderar compras de produtos de Mato Grosso
Agro POR: Redação
POSTADO EM: 23/02/2026
Egito sobe da 22ª para a 2ª posição entre os principais destinos das exportações de Mato Grosso em dois anos
O Egito protagonizou uma das maiores mudanças recentes no mapa comercial de Mato Grosso e, em apenas dois anos, saiu da **22ª posição no ranking de destinos de exportações do estado para ocupar o 2º lugar em 2025, ficando atrás apenas da China — um movimento que revela a expansão das vendas externas do estado e a diversificação dos mercados compradores.
Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que em 2023 o país africano comprou cerca de US$ 329,1 milhões em produtos de Mato Grosso, em um conjunto de 16 itens exportados. Naquele ano, o Egito estava distante no ranking, atrás de mercados tradicionais como China, Tailândia e Vietnã.
O avanço começou em 2024, quando o Egito subiu para a 6ª posição com compras de US$ 1,07 bilhão, impulsionadas principalmente pela demanda por milho, que respondeu por US$ 851,8 milhões — seguido por carnes bovinas congeladas e a inclusão da soja na pauta. Em 2025, o país africano consolidou sua posição como vice-líder, com importações de US$ 1,347 bilhão de produtos mato-grossenses, com destaque para milho (US$ 1,073 bilhão), algodão (US$ 110,1 milhões) e carnes bovinas congeladas (US$ 104,3 milhões).
Especialistas em comércio exterior afirmam que essa escalada reflete não apenas um crescimento pontual, mas uma mudança estrutural na balança comercial de Mato Grosso, sinalizando que exportadores do estado estão conseguindo atender a mercados com forte demanda por alimentos e fibras, diversificando destinos além da tradicional dependência de compradores asiáticos.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, a ascensão do Egito como grande parceiro comercial indica a capacidade do estado de consolidar novas frentes estratégicas no comércio exterior, abrindo oportunidades para ampliar acordos comerciais e reforçar a presença de produtos mato-grossenses no Oriente Médio e Norte da África — regiões com enorme demanda por commodities agrícolas.
Essa mudança também ajuda a reduzir a concentração de exportações em poucos mercados, o que pode trazer mais estabilidade à economia exportadora do estado em um cenário global cada vez mais competitivo.
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