Mourão critica gestão Lula em evento e aponta “governo velho e ultrapassado”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 15/04/2026
Durante passagem por Cuiabá, o senador Hamilton Mourão elevou o tom contra o governo federal e classificou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “esgotada”, em um discurso que reforça o clima de pré-disputa eleitoral no país.
A declaração foi feita durante participação em um fórum empresarial na capital mato-grossense, onde Mourão avaliou que o atual governo perdeu capacidade de apresentar soluções novas e se apoia em ideias já ultrapassadas. Segundo ele, o ciclo político do presidente estaria próximo do fim.
“O governo já se esgotou, é um governo velho, com ideias velhas, ultrapassado”, afirmou o senador, ao criticar diretamente a condução econômica e administrativa do país.
Na avaliação do ex-vice-presidente, além da falta de inovação, o governo enfrenta problemas estruturais, como aumento da dívida pública e elevação da carga tributária. Mourão argumentou que essas medidas têm impacto direto na população e no ambiente econômico, reduzindo a capacidade de crescimento do país.
O discurso também teve forte componente eleitoral. Mourão defendeu a necessidade de uma nova liderança nacional e apontou o senador Flávio Bolsonaro como um nome com potencial para representar esse movimento de renovação. Para ele, o cenário tende a se polarizar novamente entre campos políticos já consolidados, mas com espaço para mudanças no protagonismo.
Segundo o senador, Flávio reúne características que podem ampliar o alcance da direita no país, com perfil mais moderado em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que poderia facilitar o diálogo político e ampliar alianças.
A fala de Mourão ocorre em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026, com lideranças nacionais circulando pelos estados e testando discursos junto a diferentes públicos. Em Mato Grosso, o movimento também reflete a tentativa de consolidar bases regionais e fortalecer palanques locais.
Nos bastidores, a avaliação é de que declarações mais duras, como a feita em Cuiabá, fazem parte de uma estratégia de reposicionamento político, mirando tanto o eleitorado conservador quanto setores do empresariado, em um cenário que promete ser novamente marcado pela polarização.
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