Cuiabá, 2026-10-21T19:59:31

Natasha descarta recuo e endurece discurso sobre 2026: “Só não deixo de ser candidata se morrer”

Natasha descarta recuo e endurece discurso sobre 2026: “Só não deixo de ser candidata se morrer”Política

POR: Redação

POSTADO EM: 26/05/2026

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A pré-candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), endureceu o discurso sobre a disputa eleitoral de 2026 e afirmou que não existe qualquer possibilidade de recuo no projeto político construído pelo grupo ligado ao senador e ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD). Em tom direto, a médica declarou que só deixará a corrida pelo Palácio Paiaguás em uma única hipótese: a morte.

“Eu só não vou ser candidata a governadora se eu morrer”, afirmou durante entrevista, ao comentar especulações sobre possíveis mudanças no tabuleiro político estadual.

A fala ocorre em um momento de intensa movimentação nos bastidores da sucessão estadual. Com o cenário ainda indefinido entre os principais grupos políticos de Mato Grosso, Natasha tenta consolidar sua imagem como alternativa ligada ao campo progressista e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um estado historicamente dominado por forças conservadoras.

Aliados da médica avaliam que a declaração teve objetivo claro: afastar rumores sobre uma eventual desistência e mostrar força política diante das articulações que envolvem nomes como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e o senador Jayme Campos (União Brasil), todos colocados como protagonistas da disputa de 2026.

Natasha também deixou claro que, desta vez, não pretende repetir o cenário vivido em 2022, quando acabou enfraquecida politicamente após perder espaço dentro do PSB durante as articulações para a disputa ao Senado. A experiência, segundo interlocutores próximos, fez a médica buscar garantias partidárias antes de consolidar a pré-candidatura.

Hoje filiada ao PSD, ela afirma ter respaldo político do senador Carlos Fávaro, presidente estadual da legenda, além do apoio da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB.

Nos últimos meses, Natasha intensificou agendas pelo interior do estado ao lado de Fávaro dentro do projeto “Mato Grosso para Todos”, movimento criado para ampliar a presença política do grupo em municípios estratégicos e ouvir demandas regionais antes do início oficial da campanha eleitoral.

A médica tenta ocupar um espaço político ainda pouco explorado nas eleições estaduais: o eleitorado de centro-esquerda e setores moderados que buscam alternativa fora da polarização entre bolsonarismo e grupos ligados ao atual governo estadual.

Em outra declaração recente, Natasha criticou o extremismo político e afirmou que “radicalização não coloca comida na mesa”, reforçando alinhamento com pautas sociais e com o governo federal.

Apesar de aparecer atrás dos principais nomes da direita nas pesquisas preliminares, aliados consideram que a médica possui potencial de crescimento justamente pelo alto índice de indecisos no estado. Levantamento recente mostrou que cerca de 70% do eleitorado ainda não definiu candidato ao governo de Mato Grosso. No mesmo cenário, Wellington Fagundes lidera, seguido por Pivetta e Jayme Campos, enquanto Natasha aparece como principal nome fora do campo conservador.

A pré-candidata também aposta no fortalecimento do discurso feminino dentro da política estadual. Atualmente, ela é a única mulher colocada oficialmente na corrida pelo Palácio Paiaguás entre os nomes considerados competitivos.

Filha da ex-senadora Serys Slhessarenko, primeira mulher eleita ao Senado por Mato Grosso, Natasha tenta transformar o legado político da família em capital eleitoral e ampliar pontes com setores da esquerda e do centro político.

A avaliação é de que a antecipação do discurso duro faz parte de uma estratégia para impedir isolamento político antes das definições partidárias de 2026. A preocupação do grupo é evitar que o PSD seja pressionado futuramente a compor com candidaturas mais fortes da direita estadual.

Com a fala contundente, Natasha sinaliza que pretende permanecer no jogo eleitoral até o fim e entrar definitivamente na disputa pelo comando do Palácio Paiaguás.

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